A mobilidade no Salão do Automóvel

Por Pro Coletivo

Maior evento da indústria automobilística da América Latina, o Salão do Automóvel começa hoje em São Paulo e vai até o dia 18 de novembro, com a novidade de um espaço totalmente voltado às discussões sobre a mobilidade. Trata-se do projeto New Mobility, com palestras de vários especialistas do setor.

Importante debater sobre carros elétricos, mobilidade ativa (bicicleta e pedestrianismo) e transporte coletivo em um evento desse porte. Na atual fase, de grandes e rápidas transformações, até mesmo as montadoras de carros querem se posicionar de forma diferente, oferecendo não apenas automóveis, mas “soluções de mobilidade”.

Um exemplo é a empresa General Motors, que anunciou no dia 6 a venda do seu primeiro carro elétrico no Brasil em 2019: o Bolt, que deverá custar R$ 175 mil. A novidade tem a ver com as ideias da líder global da empresa, Mary Barra, de 56 anos, a primeira mulher a dirigir uma montadora nos Estados Unidos e uma das executivas mais poderosas do mundo.

Um mundo melhor e sustentável

No final de 2017, Mary lançou o programa “Zero, Zero, Zero”, que preconiza zero acidentes, zero emissões e zero congestionamentos. “Estamos no meio de uma revolução. Nossos veículos estão mudando, impulsionados por novas tecnologias e pelas demandas atuais. Queremos um ar mais limpo e preservar nosso planeta para as gerações futuras. A boa notícia é que a nossa geração tem a ambição, o talento e a tecnologia para tornar o mundo melhor e mais sustentável. E a General Motors compromete-se a liderar o caminho para esse futuro”, declarou Barra quando anunciou esta visão da GM, reafirmando sua liderança holística e focada em melhorar a vida das pessoas.

Trata-se de um caminho disruptivo e sem volta, e que trará muitos benefícios para a população, a começar pela saúde e a qualidade de vida proporcionada pelo uso de veículos não poluentes.

Em todo o mundo, temos exemplos de países que já adotaram ou decretaram para breve o fim dos carros com motores movidos a combustíveis fósseis. A Noruega colocou o ano de 2025 como limite para a circulação de automóveis com propulsão a gasolina ou diesel, Paris divulgou que irá banir veículos a diesel a partir de 2024, e no Reino Unido, a partir de 2040, será proibida a venda de carros novos movidos a gasolina e a diesel. O Brasil, como sempre, está no final da fila: projeto de lei em tramitação no Congresso prevê para 2060 o fim dos automóveis com motor alimentado por derivados de petróleo. Entre as causas desse atraso estão questões como a falta de incentivos públicos, ausência de investimento em infraestrutura e inúmeros interesses particulares. Resta a nós, sociedade interessada em reduzir a perigosa poluição das cidades e melhorar a saúde das pessoas, o movimento de pressão e vigilância sobre os atos do governo para não andarmos na marcha lenta mais uma vez.

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