Senador denunciado por ser lobista dos cartórios

Por Cláudio Humberto

O projeto aumentando em 747% valores cobrados pelos cartórios do DF para carimbar papéis, para reconhecer firmas ou autenticar fotocópias, lançou luz sobre o milionário lobby dos donos de cartórios, que há anos atua no Congresso. Em acalorada discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador José Pimentel (PT-CE) apresentou voto em separado, apontou para o colega Hélio José (Pros-DF), em fim de mandato, e o acusou de ser “lobista de cartório”.

Origem da tunga
O aumento abusivo, que vários senadores atribuem ao lobby dos cartórios, foi oficialmente apresentado pelo Tribunal de Justiça do DF.

É lobby mesmo
José Pimentel lembra que o próprio TJ-DF não vê necessidade de taxa para “reaparelhamento” do tribunal porque os recursos vêm da União.

Desejo antigo
O abuso veio à tona em 2017, quando o senador Antonio Reguffe (sem-partido-DF) denunciou o projeto dos cartórios.

Pacote de maldades
O reconhecimento de firma em DUT aumentará 747%, mas há diversos aumentos acima de 100%, apesar da inflação abaixo de 3%.

‘Guia da transição’ orienta a equipe de Bolsonaro
O governo Michel Temer concluiu nesta quarta (31) um Manual, sob o título de “Guia informativo Simplificado para a Equipe de Transição”, destinado a orientar a equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro sobre deveres e direitos de cada futuro integrante do novo governo. O manual inclui informações práticas sobre uso de carro oficial (agora restrito a ministros), telefone celular funcional, diárias etc. A iniciativa foi do ministro-chefe da Secretaria Geral, Ronaldo Fonseca.

Mordomias
O “Guia Informativo Simplificado” esclarece, por exemplo, quem no Poder Executivo ganha auxílio-moradia, diárias ou passagens aéreas.

Limite de celular
O manual da transição também mostra que alguns servidores terão direito a celular oficial, mas, se exceder o limite, é ele quem paga.

Apoio
Além do manual, o governo temer preparou um completo dossiê sobre o País e sobre o governo, destinado a facilitar a vida da nova gestão.

Ministro Magno
Esta definida a denominação do ministério que o presidente Bolsonaro vai confiar a seu amigo e senador Magno Malta: Desenvolvimento Social, Família e Direitos Humanos. Inclui Mulheres e Igualdade Racial.

Valha-nos, Deus
Cotado para Minas e Energia, o economista Adriano Pires foi assessor da Agência Nacional do Petróleo, que obriga refinarias e destilarias a entregarem seus produtos ao cartel das distribuidoras/atravessadoras. E defende a política criminosa da Petrobras de reajustes diários.

Lorota tem limite
O poderoso chefão das distribuidoras Rubens Ometto contou lorotas na Conferência Datagro, em São Paulo, “defendendo o livre comércio”. É tudo o que não pratica. Pressiona contra o direito de usinas e refinarias de vender etanol, gasolina e diesel aos postos, reduzindo o preço final.

Bomba na rede
Viralizou vídeo de Bolsonaro com a primeira-dama comendo pastel na esquina. “Mal foi eleito e leva a mulher a restaurante de luxo”, diz o texto, ironizando os hábitos gastronômicos de Sérgio Cabral, o ladrão.

Siga o dinheiro
Países do Mercosul há mais de trinta anos gastam saliva e energia brincando de imitar a União Européia. O Chile recusou a caricatura, fez opção pelo livre comércio e hoje é o mais desenvolvido do continente.

Encruzilhada no Detran-PR
A biografia do diretor do Detran do Paraná, Marcello Panizzi, está numa encruzilhada. Funcionário de carreira, enfrenta séria crise em razão do monopólio dos milionários contratos de registros de automóveis. Mas ele tem a chance de sair do episódio com atestado de ficha limpa.

Transportes fortalecido
Fragmentado na era PT para atender à pressão política por ministérios, digamos, que “furem poço”, o ministério Transportes poderá voltar a ser grande, reagrupando as áreas estratégicas de Aviação Civil e Portos.

Apenas um fanfarrão
Houve certa indignação no Exército com derrotados do dia 28, como Boulos, que em vídeo ameaça espalhar intranquilidade pelo País. Mas a conclusão é que ele não passa de um oportunista fanfarrão.

Pensando bem…
…o Congresso bem que poderia voltar a trabalhar, aprovando a reforma da Previdência, por exemplo, agora que a eleição acabou.

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