Campeões de voto mostram inutilidade do ‘fundão’

Por Cláudio Humberto

Além de desmoralizarem as pesquisas de intenção de votos, grandes derrotadas do dia 7, as campanhas vitoriosas no primeiro turno, como a de Jair Bolsonaro (PSL) ou de Romeu Zema (Novo) em Minas Gerais e ainda de Wilson Witzel (PSC), no Rio de Janeiro, têm em comum o reduzidíssimo tempo de propaganda no horário gratuito no rádio e na TV. Eles tampouco usaram dinheiro do indecoroso Fundo Eleitoral.

Baixo custo, muitos votos

Os campeões de votos não se valeram de produções milionárias para rádio e na TV. Preferiram produções até primárias, nas redes sociais.

Isso precisa acabar

Eleito senador com 9,3 milhões de votos, Major Olímpio (PSL-SP) vai propor a extinção Fundo Eleitoral, que chama de “fundo da vergonha”.

Fundo eleitoral para quê?

Para obter mais de 2 milhões de votos, a deputada
Janaína Paschoal (PSL) gastou menos de R$ 60 mil e se valeu das redes sociais.

Campanha barata

O deputado eleito Kim Kataguiri (DEM-SP), 458 mil votos, só precisou de redes sociais. Dispensou até os R$ 500 mil oferecidos pelo partido.

Novatos na política terão atuação independente

Para o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, especialista em tendências de comportamento político, os novatos eleitos este ano “estarão sempre a um passo de virar oposição” porque não dependem de nada. Não precisaram do Fundo Eleitoral para se eleger, o que lhes dá independência das cúpulas partidárias, tampouco da liberação de emendas parlamentares, moeda de troca usada pelos governantes.

Bancada das redes

Os novatos sabem, sobretudo os mais jovens, que não precisam de muito para sobreviver politicamente. Só precisam das redes sociais.

Ficou tudo diferente

Murilo Hidalgo lembra que os parlamentares mais votados em 2018 não dependem de prefeitos ou de vereadores: “Eles têm redes sociais”.

Mais independentes

Os eleitos, sem dívidas de campanha, não precisam se submeter a nada. “Serão muito mais independentes”, observa Hidalgo.

Revolução pelo voto

Repetindo a ladainha da “onda conservadora” ou “disputa esquerda vs. direita”, os “analistas” de política nem sequer perceberam que o povo brasileiro inventou uma “revolução pelo voto”, começando por mandar para casa (e para o juiz Sérgio Moro) um bando de políticos ladrões.

Nascido em 2013

O comportamento dos brasileiros nas urnas de 2018 nasceu em 2013, quando milhões de pessoas inconformadas e indignadas, sem líderes e nem bandeiras, gritaram sua revolta contra os políticos.

Líderes deles mesmos

Os que foram às ruas votam em Bolsonaro porque ele estava no lugar certo, na hora certa. Nem são encantados com o candidato. São brasileiros que resolveram assumir o próprio destino contra a ladroagem, a incompetência, a hipocrisia, o atraso, a impunidade .

Falta de hábito

Deputados federais podem até estranhar, mas a volta ao trabalho está prevista para esta semana. Há até sessões marcadas para esta terça-feira (16), mas, em fim de mandato, podem não dar quórum.

Valeu a tentativa

Presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) até tentou trabalhar na quarta (10). Pôs em votação projeto de venda de distribuidoras da Eletrobras, mas ninguém apareceu e a votação foi adiada.

Competição é tudo

Responsável pelo programa de energia de Bolsonaro, o engenheiro Luciano de Castro afirma que vai baratear a energia com competição. “Vamos trilhar o único caminho que funciona realmente”, disse.

Privilégio inútil

Acusado pelos correligionários de privilegiar a própria candidatura, na distribuição de recursos do Fundo Eleitoral, Tadeu Fillippeli, presidente do MDB-DF, foi um dos maiores derrotados na eleição de Brasília.

Dieta das urnas

Secretárias de ministérios e do Planalto comemoram discretamente a derrota do deputado Professor Victorio Galli (PSL-MS) nas urnas. Era o “terror” delas, por esvaziar as cestinhas de balas nas salas de espera.

Pensando bem…

…já, já petistas vão pedir um debate entre o Fernando Haddad do primeiro turno e o outro candidato: Haddad do segundo turno.

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