Bolsonaro sai na frente

Por Carlos Lindenberg

Acobertado por um atestado médico para não comparecer ao debate Band, o deputado Jair Bolsonaro largou na frente na primeira pesquisa do Datafolha. Nos votos válidos, excluídos brancos e nulos, Bolsonaro tem 58% contra 42% de Fernando Haddad. Tudo indica que os dois candidatos já teriam absorvido os votos dos candidatos que ficaram no meio do caminho, como Ciro Gomes, Marina Silva e Guilherme Boulos.

Os votos de Bolsonaro estão bem distribuídos por todo o país, com destaque para o Centro-Sul (55 a 32 por cento) e Fernando Haddad tem seu melhor desempenho no Nordeste – 52 por cento contra 32 do deputado do PSL. E como no primeiro turno, os homens votam mais em Bolsonaro do que as mulheres – 42 por cento no caso delas e 57 por cento entre os homens.

Com Haddad é o contrário. Ele tem 39% entre as mulheres e 33% entre o eleitorado masculino. Os mais ricos e mais escolarizados votam no capitão da reserva do Exército. Os mais pobres e menos escolarizados ficam com Haddad. Os evangélicos também optaram majoritariamente por Bolsonaro – 60 por cento contra 26 de Haddad. Já entre os católicos 46 por cento ficam com Fernando Haddad e 40 por cento com o deputado.

Em Minas, a situação ainda está nebulosa a despeito da nota distribuída hoje pelo candidato Antonio Anastasia, repudiando o voto do PT. O partido do ex-presidente Lula não havia se pronunciado até o inicio da noite de ontem sobre a disputa Romeu Zema, vencedor do primeiro turno, e Anastasia, que passou com ele, mas em segundo lugar para surpresa geral.

Ontem, por sinal, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região voltou a negar recurso interposto por Lula para que possa participar de entrevistas, mantendo assim uma decisão que passou pela mesa do presidente do Supremo, Dias Toffoli, que decidiu em favor do ministro Luiz Fux, desautorizando uma liminar do colega Lewandowski, mandando o assunto para o plenário, onde dificilmente chegará. E por uma razão: Toffoli não quer confusão durante sua presidência, menos ainda em pleno processo eleitoral e com o país tomado pelo ódio e pela intolerância.

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