Institutos de pesquisa deram vexame. Outra vez

Por Cláudio Humberto

Os institutos de pesquisa erraram feio mais uma vez, e não vão se explicar, como sempre. O Datafolha cravou que Eduardo Suplicy (PT) estava eleito senador, em São Paulo. Perdeu. No Rio, o Ibope divulgou pesquisa na véspera da eleição indicando 4º lugar e 12% para Wilson Witzel (PSL) na disputa para governador. Foi o mais votado, com 42%. Todas as pesquisas, é claro, “com 95% de confiança” blablabá.

Votos subestimados
No Jornal Nacional de sábado, a 12 horas de iniciar a votação, Ibope e Datafolha cravaram 40% para Jair Bolsonaro. Deu 47%.

Cadê Pimentel?
Em Minas, o Ibope de sábado (6) deu Anastasia com 42% para o governo. Contados os votos, Zema (Novo), em 3º no Ibope, teve 43%.

Cadê a ‘senadora’?
Ibope e Datafolha e outros institutos apontaram Dilma eleita senadora em Minas, “mais votada” etc. Só o eleitor não acreditou na lorota.

Presidente estadual
As pesquisas da véspera da eleição apontaram 7% (Ibope) e 8% Datafolha para Alckmin. O tucano, um político estadual, teve metade.

PSDB de Alckmin é o maior derrotado de 2018
Estão no PSDB alguns dos maiores perdedores nas eleições deste ano. A começar por Geraldo Alckmin, que bateu o pé e usou a força de presidente do partido para impor sua candidatura, apesar de todas as pesquisas indicarem que João Doria era o tucano mais competitivo. Alckmin foi para a segunda campanha presidencial apesar da “proeza” de ter sido menos votado no segundo que no primeiro turno em 2006.

De volta
Alckmin teve votação risível, para quem governou São Paulo. Ganhou o direito de voltar a Pindamonhangaba para refletir sobre seus erros.

Surpresas no MDB
Grandes derrotas de senadores marcaram o MDB: Edison Lobão (MA), Eunício Oliveira (CE) e Roberto Requião (PR).

Petistas fora
O PT também colecionou derrotas na disputa para o Senado: além de Suplicy (SP), ficaram de fora Jorge Viana (AC) e Lindbergh Farias (RJ).

Minas salva o TSE
Derrotando Dilma nas ruas, o eleitor mineiro reparou a constrangedora decisão da Justiça Eleitoral de não barrar a candidatura de uma ficha suja, condenada em decisão colegiada
no Senado e no TCU.

Explica aí, Ibope
O maior vexame dos institutos de pesquisa tem nome, chama-se Wilson Witzel (PSC). Mais votado do primeiro turno no Rio de Janeiro, ele sequer era citado nas notícias sobre pesquisas eleitorais.

Gesto esquecido
Quando votou no Rio, Jair Bolsonaro não repetiu a simulação de uma arma com as mãos. O gesto foi interpretado como uma mudança importante de atitude de quem deseja ser o presidente do Brasil.

Pá de cal
O segundo turno entre Ibaneis Rocha (MDB), com 42% dos votos, contra Rodrigo Rollemberg (PSB), 13,9%, é a derrota da velha guarda do Distrito Federal, dos seguidores de Roriz, Arruda et caterva.

Más notícias
A pior notícia para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) não é passar vexame nas urnas e perder a reeleição. É, sem mandato, correr o risco de cair nas mãos do juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

Governo faz diferença
Alagoas inverteu a velha lógica de pai político eleger o filho. Com o prestígio do seu governo com ampla aprovação, Renan Filho (MDB) garantiu novo mandato ao pai senador. Já Rodrigo Cunha (PSDB-AL) não precisou de parentesco poderoso para ser o senador mais votado.

Senadora Leila
Leila Barros, a Leila do Vôlei (PSB), foi eleita senadora com 17%, a mais votada. Os institutos de pesquisa Ibope e Datafolha previam para ela com cerca de 30%. Izalci Lucas (PSDB) ficou com a segunda vaga.

Bomba virou traque
Partido que chegou a pretender seriamente o governo do Paraná, o PT registra uma das piores votações de sempre. Dr. Rosinha, o candidato que se revelou uma bomba, ficou apenas em quarto. Um traque.

E a Marina, hein?
Acabou no Irajá: teve menos votos que Daciolo Louva Deuxx.

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