Livre, leve e solta

Por Pro Coletivo

Há três anos, a empresa chinesa Mobike colocou a sua primeira bicicleta nas ruas de Xangai: a ideia era oferecer um sistema de compartilhamento de bikes sem estações fixas. Elas ficam soltas nas ruas e, por isso mesmo, são ideais para viagens curtas com acesso ao transporte coletivo. Hoje a empresa conta com nove milhões de bicicletas espalhadas em duzentas metrópoles de quinze países. E o Brasil será um deles em breve. A Mobike, hoje a maior empresa do mundo em compartilhamento de bikes, já anunciou a parceria com o país.

Mas nós já temos por aqui um exemplo brasileiro, recente e bem-sucedido desse sistema. A Yellow, fundada há um ano por Ariel Lambrecht, Renato Freitas e Eduardo Musa, está com suas bicicletas amarelinhas crescendo na capital paulista. A operação, que começou no dia 2 de agosto com 500 bicicletas, já contabiliza mais de 40 mil corridas e muita adesão. A bicicleta pode ser retirada em qualquer lugar da cidade pelo aplicativo e custa R$ 1 real a cada 15 minutos.

O Pro Coletivo esteve na base da Yellow, no bairro do Itaim Bibi, para saber mais desse projeto inspirador: afinal, tudo o que for possível fazer para diminuir os congestionamentos, reduzir a poluição e tornar a vida das pessoas melhor é muito bem-vindo. Ariel Lambrecht, que fundou a 99 com Renato, contou sobre o programa que será estendido para outras cidades brasileiras.

“Mas por enquanto vamos nos concentrar em São Paulo, que tem os maiores problemas de mobilidade. Começamos com 500 e queremos chegar a 120 mil bikes na cidade até o ano que vem. Você precisa de uma certa densidade de bicicletas para funcionar bem”, ele afirma.

Questionado sobre o triste cenário visto em alguns lugares, com bicicletas depredadas da Yellow nas ruas, Ariel respondeu: “É pequena a quantidade de problemas em comparação com os ganhos. Nós já prevíamos isso, mas não vamos desistir. Quando iniciamos, ouvimos que éramos malucos, porque no Brasil isso não funciona. Acreditamos no país. O mais legal de tudo é que as pessoas estão querendo que funcione. Elas realmente falam para gente: ‘Olha, se tem uma chance de provar que o Brasil dá certo, é aqui, vamos lá!’. Nós vamos fazer acontecer”.

As vantagens são que a bicicleta conta com peças simples, que só funcionam nelas próprias, e tem rastreamento por GPS. “Além disso, temos um time de setenta guardiões que ficam pelas ruas fazendo manutenções e ajudando os usuários”, explica Ariel. Como ele diz, é importante que toda a população entenda a importância desse projeto para o bem da cidade. “A gente depende que todo mundo cuide bem da Yellow: o motorista de carro, de ônibus, o taxista, o motociclista, o pedestre. Juntos, a gente pode fazer a cidade melhor, com menos trânsito, menos poluição e mais saúde”.

O Pro Coletivo ajuda as pessoas a aproveitar a vida se locomovendo de forma inteligente

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