Uma geração que viverá menos que os pais

Por Ivana Moreira
coluna canguru - ivana moreira

As estatísticas comprovam: de cada cinco crianças brasileiras, quatro são sedentárias. As causas são várias – vão desde a insegurança para brincar nas ruas, nos parques, até a tecnologia que prende os pequenos na frente das telas. Mas o fato é que as crianças estão se movimentando muito menos do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E, se nada for feito, crianças que estão hoje entre 3 e 5 anos de idade poderão se tornar a primeira geração a viver menos que a dos próprios pais.
Combater esse dado alarmante é uma responsabilidade para os adultos, sobretudo para mães. É o que diz o educador físico Márcio Atalla. Segundo o especialista, a melhor forma de fazer isso é ser um bom exemplo para as crianças. Atalla lembra que filhos de mães que têm hábitos saudáveis e se exercitam com regularidade têm 70% menos chances de se tornarem sedentários e obesos.

A influência das mães

Quando o movimento faz parte da rotina das mães, ele acaba virando um hábito para toda a família. É que as preferências da mãe acabam influenciando nas opções oferecidas para toda a casa. Mães que valorizam programas ao ar livre, com bastante exercício, naturalmente envolvem os pequenos neste tipo de atividade. Do mesmo jeito que mães que valorizam uma alimentação mais natural e menos calórica acabam criando cardápios mais saudáveis para toda a família.

Mudando hábitos

Num projeto realizado em Jaguariúna, no interior de São Paulo, com o objetivo de melhorar os índices de saúde da população, Márcio Atalla criou duas regras para fazer as crianças se movimentarem mais dentro das escolas. A primeira foi fazer os alunos responderem a chamada de pé. A outra foi obrigar as crianças a mudarem de sala a cada aula. Em vez de ser de uma turma específica, a sala de aula passou a ser de uma determinada disciplina. Cada vez que o sinal bate, é hora de mudar de lugar. “Dois terços das doenças são causados por escolhas que fazemos”, diz ele. “O estilo de vida é o que determina a nossa saúde.”

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