Minas decide

Por Carlos Lindenberg

Em grande dificuldade nas pesquisas, onde ocupa o terceiro ou quarto lugar a depender do instituto, embora tenha o maior tempo de televisão entre todos os outros, o candidato Geraldo Alckmin vai ter que mudar sua estratégia se quiser continuar respirando na corrida presidencial. E os seus adversários já estão escolhidos: serão Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, não por acaso, os dois líderes da competição, confirmados terça-feira por uma nova rodada do Ibope.

Bolsonaro tinha 20% em 20 de agosto, cravou 28% nesta semana. Haddad tinha 4% na mesma pesquisa em agosto e passou para 19%, ou seja, 15 pontos percentuais em menos de um mês, o maior crescimento entre todos os candidatos. Alckmin, no mesmo período, manteve os 7%, ou seja, não saiu do lugar e por isso vai ter que mudar sua estratégia. Ciro Gomes tinha 9% e agora tem 11%, ocupando o terceiro lugar empatado tecnicamente com o tucano. E se nada mudar, a eleição presidencial estará mais uma vez polarizada, só que agora entre um candidato da extrema direita e um da esquerda, e não mais entre dois partidos, o PT e o PSDB.

Com Geraldo Alckmin ocorre um fenômeno que não é incomum em Minas. O candidato do partido dele aqui no Estado, Antonio Anastasia, lidera a corrida para o Palácio da Liberdade, com 33%, mas em Minas, Alckmin não passa dos 7% das intenções de voto. O que não deixa de ser irônico porque Anastasia tornou-se candidato, entre outras coisas, para atender a um apelo de Alckmin, que dizia precisar de um palanque forte no Estado – ora, neste caso, teria sido melhor para ele se Anastasia fosse vice na chapa dele. Da mesma forma, o candidato do PT, Fernando Pimentel, não tem acompanhado o salto de Fernando Haddad, embora, com 22 pontos percentuais, Pimentel esteja à frente de Haddad no estado, mas abaixo também da sua companheira de partido Dilma Rousseff, que concorre ao Senado.

Pimentel, que colou a sua candidatura à imagem do ex-presidente Lula, precisa agora ser alavancado por Dilma e Haddad – que aliás vem a Minas pela primeira vez na próxima semana. Aqui, Bolsonaro está na frente, seguido por Haddad e Ciro Gomes. Minas tem uma tradição. Quem ganha aqui, ganha também a presidência da República. Portanto, mais uma vez, a eleição poderá ser decidida pelos mineiros. A conferir.

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