‘Centrão’ dá ultimato a Alckmin e flerta com Ciro

Por Cláudio Humberto

Temendo o pior desempenho de uma candidatura presidencial do PSDB na história do partido, o “centrão” deu ultimato a Geraldo Alckmin como condição para manter o apoio que garantiu 40% do tempo de TV e rádio. O grupo exigiu mudança de rumo, na reunião com Alckmin na terça (18), e deu prazo de uma semana. O “plano B” é Ciro Gomes (PDT), com quem interromperam a negociação anterior para apoiar Alckmin, e isso deixou sequelas. Mas o grupo já busca “interlocução”.

Ele não quer papo

Os líderes do “centrão” acham improvável a aliança com Jair Bolsonaro (PSL), que antes já recusou qualquer entendimento com o grupo.

Script mantido

No fim da reunião, o “centrão” e Alckmin combinaram que publicamente omitiriam as críticas à campanha e o ultimato. Mas o “climão” continua.

Tucano atrapalha

Alckmin foi aconselhado a se concentrar no Sudeste. É que nas regiões onde Lula é forte, políticos do “centrão” não pedem voto para o tucano.

Erro estratégico

Esses políticos criticam fortemente o fato de a campanha do PSDB não assumir o papel de anti-PT que sempre o caracterizou.

MDB-DF só financia candidatura do seu presidente

O presidente do MDB-DF, Tadeu Fillippeli, responsável pela gestão e distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral para os candidatos, garantiu para a própria campanha de deputado federal, até agora, R$ 1 milhão e 50 mil, enquanto os outros dois candidatos do MDB à Câmara receberam R$ 27 mil e R$ 30 mil, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Como um deles é mulher, ela tem direito a 30% dos recursos.

Meu pirão primeiro

Fillippeli acha pouco. Diz que tem direito a R$ 1,5 milhão por pertencer à executiva nacional do partido. E que ainda teria crédito de R$ 500 mil.

Ibaneis não quer

O candidato do MDB ao governo do DF, Ibaneis Rocha, também não recebeu um tostão do partido. Nem quer. Paga a própria campanha.

O que diz a lei

A Resolução 23.575/2018, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), obriga repasse mínimo de 30% do Fundo Eleitoral para campanhas femininas.

Tratamento desigual

A Justiça foi severa com Marcos Valério, no máximo um office boy de luxo do PT, com meio século de prisão, enquanto beneficiados como José Dirceu, que o MPF chamou de “chefe da quadrilha”, estão soltos.

Dinheiro muito vivo

A ditadura corrupta da Guiné Equatorial dos amigos de Lula, cujo herdeiro foi flagrado entrando no Brasil com um total de R$ 62,8 milhões em dinheiro e joias, é conhecida por só fazer negócios em dinheiro vivo, para driblar investigações. Não usam cartões, nem transferências.

Lorotas de megalonanico

O ex-chanceler Celso Amorim, o “megalonanico”, usa suas conexões de diplomata para falar mal do Brasil lá fora. Deveria se envergonhar de haver contado tantas lorotas ao jornal espanhol El País, quarta (19).

‘Bilete’ de senador

O senador Roberto Requião (MDB-PR) passou vergonha ao escrever elogio a ele mesmo no Twitter e ainda publicar outro post em que finge modéstia. A falsidade foi alvo de gozação tipo “é verdade esse bilete”.

Tornozeleira neles

Presidente da OAB-DF, Juliano Costa Couto pediu à juíza da Vara de Execuções Penais Leila Cury a utilização das 6.000 tornozeleiras eletrônicas adquiridas pelo governo do DF para monitorar os presos nos “saidões”. A polícia informou que não monitora os “saidões”.

Glicose na veia

Visitador incansável de ministérios, o deputado Professor Victório Galli (PSL-MT) é conhecido das secretárias por sempre esvaziar as cestinhas de balas das salas de espera. Elas ficam bravas com isso.

Exumando problemas

Virou deboche o vídeo do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), comemorando a redução da “taxa de exumação”, de 500 para 150 reais. “Vamos aproveitar a promoção!”, dizem os gozadores no zap.

Cabeças governistas

Os partidos que apoiam o governo Michel Temer (MDB é o principal deles) reúnem 56% da elite do Congresso, segundo a lista de “Cabeças do Congresso”, do Departamento Intersindical de Estatísticas (Diap).

Pensando bem…

…faltam 17 dias para o fim da novela. E para o começo do filme de terror.

poder sem pudor Arte / Metro Jornal
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