Atentado cancelou 7 de Setembro festivo lá fora

Por Cláudio Humberto

Tão logo soube do atentado a Jair Bolsonaro (PSL), na quinta (6), o Ministério das Relações Exteriores ordenou a todos os embaixadores do Brasil mundo afora “observar a devida sobriedade” nas celebrações de 7 de Setembro, “em razão da consternação” envolvendo o fato, cancelando inclusive shows artísticos e culturais. A Circular Telegráfica, à qual esta coluna teve acesso, foi acatada pelos embaixadores.

Dissimulação?
A Circular Telegráfica nº 108709 foi enviada de forma particular, por e-mail. Mensagens oficiais são transmitidas na série telegráfica normal.

Não foi particular
A Circular é expediente oficial, informa o embaixador Tarcísio Costa, do Itamaraty, e “não tem absolutamente nada de particular nisso”.

Todos estranharam
“Verdade isso que recebi?”, indagou embaixador, em grupo restrito de diplomatas no whatsapp. “Não sei, mas vou sondar”, respondeu outro.

Diplomatas incrédulos
“É verdade, sim”, esclareceu um terceiro. “Cancelar eventos é meio forte”, disse mais um, incrédulo. “Um tanto demais, né?”.

Rei das distribuidoras quer bancada no Congresso
O bilionário Rubens Ometto, que multiplicou a fortuna no ramo de combustíveis, parece formar uma tropa de choque na política: ele é o maior financiador de campanhas, com R$ 3,65 milhões até agora. O financiamento de Ometto coincide com a iminente votação, no Congresso, de projetos que ameaçam seu negócio mais rentável: a obrigação de refinarias e destilarias de venderem seus produtos às distribuidoras como a Cosan, que ele controla e cujo conselho preside.

Resolução suspeita
A obrigação é determinada por uma suspeita resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP), cuja revogação é defendida pelo Cade.

Estranho interesse
Rubens Ometto fez doações a candidatos a deputado federal, senador, governador e deputado estadual do MDB, PT, PSDB, PP, DEM e PSD.

Bancada de respeito
Se forem eleitos, os financiados por Rubens Ometto seriam a 4ª maior bancada no Senado e a 10ª na Câmara, à frente de PCdoB, Psol etc.

Gaiola de ouro
Dos 14 presos preventivamente na Operação Vostok, no Mato Grosso do Sul, o mais pobre tem cinco fazendas. Um deles, Zelito Alves Ribeiro, é dono de 27 e nasceu rico, assim como todos os outros.

Garçons no poder
O ministro Dias Toffoli só tem fãs no aclamado restaurante Santo Colomba, em São Paulo. Ele fez questão de mandar vistoso convite, com letras douradas, aos garçons do restaurante da Alameda Lorena.

Aliança reconstruída
O ministro Carlos Marun disse à coluna que ignora a articulação do MDB com o PT, por meio de José Dirceu, para apoiar Haddad (PT) no segundo turno. Mas não achou isso o fim do mundo.

Credibilidade nas ruas
Candidato à Câmara dos Deputados pelo PPS de Brasília, o delegado federal Luciano Leiro está cada vez mais orgulhoso da sua corporação. Onde chega, em campanha, é saudado por integrar a Polícia Federal.

Empresários no paredón
Candidata do PSTU a presidente, Vera Lúcia, fez um sorriso maroto ao ser indagada, em entrevista à TV Brasil, como escolheria as 100 maiores empresas que ameaça estatizar: “Estão na lista da Forbes…”.

Melhor ter cuidado
Apesar da ordem da Justiça Eleitoral, a campanha do PT nas redes sociais continua a fingir que Lula é o candidato. E dizem ainda que “Haddad é Lula”. Periga também acabar preso por corrupção.

É de chorar
A profusão dos candidatos que se apresentam como “professores” no horário gratuito, muitos deles portadores de (vá lá) propostas confusas e obtusas, serve para explicar a tragédia da Educação no Brasil.

Cachimbo da paz
Os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski tiveram o mesmo entendimento favorável à descriminalização da importação de sementes de maconha, em julgamento na Segunda Turma do STF.

Pensando bem…
…se quisesse mesmo votar, em vez de pedir uma urna Lula devia pedir transferência para um presídio comum.

Claudio humberto
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