ANS retoma iniciativas para beneficiar operadoras

Por Cláudio Humberto

A agência de saúde suplementar (ANS) se aproveitou da paralisia do Congresso, em razão da campanha eleitoral, com o adiamento da CPI dos Planos de Saúde, para retomar a mais sórdida criação para beneficiar as empresas do setor: a “coparticipação” do cliente nos custos do tratamento, com um sistema de “franquia” semelhante ao de seguro de veículos. O projeto foi cancelado após a criação da CPI.

Saúde como negócio

A “coparticipação”, com “franquia”, assemelha-se ao seguro de carros, o que demonstra o desapreço do setor (e da ANS) à condição humana.

Audiência ‘pública’

A ANS atraiu para sua “audiência pública” 28 entidades, apenas seis ligadas à defesa do consumidor. As operadoras garantiram maioria.

Caso de polícia

A “coparticipação” fará o consumidor pagar aos planos o dobro do valor atual. Os planos poderão cobrar por exames valor igual à mensalidade.

Lobby é forte

A CPI sobre aumentos abusivos dos planos de saúde foi protocolada há dois meses, mas até agora o presidente do Senado não a criou.

Lula aposta que Fachin
vai chutar o balde por ele

A aposta do ex-presidente Lula, em sua chicana nos tribunais, é que na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal o ministro Edson Fachin vai ignorar a própria posição, favorável à prisão em 2ª instância, e também “chutar o balde” do colegiado do Tribunal Superior Eleitoral, onde foi voto vencido, para reverter a impugnação. Lula não conhece Fachin. No STF, a aposta é outra: a remessa do caso direto para o plenário.

Decisão coletiva

Apesar de surpresos com sua posição no TSE, observadores avaliam que Fachin não assumirá sozinho o ônus de uma decisão no caso.

Respeito ao colegiado

O ministro Edson Fachin é admirado por sua coerência e pelo respeito às decisões tomadas pelos colegiados.

Abuso da chicana

Lula está fazendo uso abusivo de um “direito” que não existe: fazer chicana nos tribunais de Brasília. Pior é a Justiça se prestar a isso.

O homem é fogo

Em sua posse na UFRJ, em 2015, o reitor Leher atacou instituições privadas de ensino e prometeu um “quadriênio fecundo”. Em três anos foram três incêndios, inclusive no Museu. Não houve incêndios nem demolições nas bem administradas instituições privadas de ensino.

Racismo unilateral

A campanha eleitoral tem mostrado um fenômeno curioso, com muitos candidatos destacando a cor da pele como o principal atributo. Isso só não pode ser usado por branquelos: seriam tachados de racistas.

Maior valor da História

Está nas livrarias “A Maior Ação do Mundo”, sobre o processo de André Almeida contra a Petrobras na Justiça de Nova York. A “class action suit” rendeu US$ 2,95 bilhões em indenizações a acionistas da estatal.

Concorrência engavetada

O Congresso ainda não liberou companhias aéreas estrangeiras para atuar no Brasil, mas a chilena Sky Airline, outra empresa low cost, manifestou interesse. A primeira foi a norueguesa Norwegian Air.

Política criminalizada

A senadora Ana Amélia (PP-RS), candidata a vice de Geraldo Alckmin (PSDB), lamentou: “A política é a essência da democracia. E essa política no Brasil, está sendo criminalizada”.

Ex-poderosos presos

Além de Lula, o único outro ex-presidente que está condenado à cadeia é peruano: o ex-ditador Franciso Morales-Bermúdez, que foi sentenciado à prisão perpétua, mas não cumpre pena por ter 96 anos.

Para salários há dinheiro

Relatório da IFI, entidade ligada ao Senado, avalia que o aumento dos salários dos ministros do STF agrava a situação das contas públicas. Para a FGV, o teto de gastos públicos pode ser ignorado já em 2020.

Nome errado

O Programa Bicicleta Brasil, aprovado pelo Congresso nesta quarta (5), prevê ajuda a estados e municípios para fazer ciclovias, bicicletários e divulgar os benefícios. Mas não prevê financiamento popular para bike.

Pergunta no Museu

Já que o reitor da UFRJ não pediu para sair, como deveria, após o Museu Nacional virar cinzas, quando Temer vai demiti-lo de uma vez?

poder sem pudor Arte / Metro Jornal
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