Brasil abre as fronteiras ao tráfico e contrabando

Por Cláudio Humberto

A ligação da cidade brasileira de Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazu, do lado argentino da tríplice fronteira, foi abandonado pelo governo do Brasil. Até há instalações, mas sem funcionários. A passagem é livre, como atestou esta coluna, apesar de abrir as portas ao tráfico de drogas e contrabando de armas, origens da criminalidade que avança. O Ministério da Segurança Pública nem se dá ao trabalho de explicar, nem reconhece o problema, passando a bola para a Polícia Federal.

Todos sumiram
Repórter da coluna teve de identificar-se a autoridades argentinas, como em qualquer fronteira. Mas, no lado brasileiro, não há vivalma.

Virou estacionamento
No lado brasileiro com a fronteira argentina, guichês de identificação de fronteira viraram estacionamento. E são vistos “fiscais” trabalhando.

Descontrole geral
Há denúncias de falta de controle ou de serviço muito deficiente em postos que deveriam controlar fronteiras com os países do continente.

Quem é responsável?
A Polícia Federal encaminhou nosso questionamento sobre fronteiras à Coordenação de Polícia de Imigração, o “setor responsável”. Lá ficou.

Mourão vice desagrada até aliados de Bolsonaro
A escolha do general Hamilton Mourão como vice desagradou a maioria dos aliados mais próximos do candidato Jair Bolsonaro (PSL). Generais que torcem pelo sucesso do capitão da reserva acharam sua escolha um erro grave. “Ainda bem que eles só terão alguns segundos de TV pra falar m****”, reclamou um deles, que torcia pela escolha de uma mulher ou jurista admirados para a posição. Até aliados que foram cogitados para vice de Bolsonaro estão inconformados com a escolha.

Exterminador de votos
Escolher Mourão vice não acrescentou votos a Bolsonaro. Ao contrário. Ainda tira votos, quando liga negro à malandragem e índio a preguiça.

Hierarquia até na reserva
Amigos de Bolsonaro dizem que ele não se sente à vontade para enquadrar Mourão. Afinal, general não bate continência para capitão.

Garantia de estabilidade
Há quem considere positivo Mourão como vice porque inibe iniciativas de impeachment. Afinal, se Bolsonaro for eleito e cair, ele assumiria.

Ameaça fascista
O plano de governo do presidiário Lula, “O Brasil feliz de novo”, retoma proposta de inspiração fascista. Chama a legislação sobre a imprensa de “anacrônica” e promete “regular” o setor, inclusive as redes sociais.

Memória curtíssima
A construção civil abusa do Óleo de Peroba como loção pós-barba. O Brasil tem sido implacavelmente roubado por empreiteiras, como mostram o Mensalão e a Lava Jato, mas em vez de fazer haraquiri e pedir perdão, promove “sabatinas” com os candidatos a presidente.

Brasil alheio
O governo de Roraima acha que a decisão que obrigou a reabertura da fronteira com a Venezuela, “reforça o quanto o Brasil está alheio à tragédia social e sanitária”. É a mais pura verdade.

Senadores candidatos
Álvaro Dias (Pode-PR) e Ana Amélia (PP-RS) são os únicos senadores nas presidenciais. Os demais disputam o governo de seus estados ou, como Aécio (PSDB) e Gleisi (PT), downgrade para deputado federal.

O Brasil nos trilhos
À exceção do governo Dilma, “um grande retrocesso”, a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, identifica legados importantes de FHC, Lula e Temer. “O Brasil está de volta aos trilhos”, diz, otimista.

Esculacho na Papuda
Familiares e a defesa do ex-senador Luiz Estevão andam preocupados com seu estado de saúde. As “regalias” que motivaram seu isolamento na Papuda teriam sido substituídas pelo mais genuíno “esculacho”.

Franquias lucrativas
A desconexão entre os interesses regionais e as candidaturas a presidente de vários partidos levou o cientista político Murilo de Aragão a rebatizar diretórios regionais de “franquias partidárias”.

Show de gente grande
Para o megashow deste sábado (11) em Brasília, às 21h, no Estádio Mané Garrincha, o astro Roberto Carlos caprichou nas acomodações para sua equipe: reservou 53 apartamentos e suítes no Hotel Meliá.

Pensando bem…
…que Libertadores que nada, o Brasil anseia mesmo pelo mata-mata entre políticos.

 

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