Entidades internacionais punem o Brasil por calote

Por Cláudio Humberto

O governo federal aplicou calote de R$ 4,3 bilhões (US$ 1,1 bilhão) nas contribuições de organismos internacionais, levando o País ao vexame de sofrer sanções como perda de direito a voto. Mas, embora tenha recuperado esse direito na Organização Internacional do Café (ICO) e na Organização Internacional do Açúcar (ISO), o Brasil está suspenso em entidades como Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Dilma não autorizou

O calote do Brasil se deu nos anos de 2014 e 2015, auge da ojeriza da ex-presidente cassada Dilma Rousseff à diplomacia brasileira.

Documentado

O valor da dívida do Brasil junto a organismos internacionais foi citado em documento do Itamaraty em poder da coluna.

Tamanho conhecido

O Itamaraty realizou um levantamento das pendências no começo do ano, e fez gestões para o Ministério do Planejamento pagar.

Devo, não nego

O Ministério do Planejamento promete pagar tudo até o fim do ano, mas não conta se e quanto já pagou e quais organismos receberam.

Desafios de Meirelles: pesquisa e biografia pesada

Além do desafio de uma candidatura com baixos índices de intenção de votos, o candidato do MDB, Henrique Meirelles, tem uma biografia pesada para quem deseja ser eleito presidente da República: foi um festejado executivo financeiro nos Estados Unidos, presidiu o Banco Central no governo Lula, foi executivo de Joesley Batista no grupo J&F/JBS e ainda ministro do governo Michel Temer. Apesar disso tudo, não responde a um só processo, nem mesmo administrativo.

Aposta na campanha

Meirelles é quase um desconhecido para 70% do eleitorado, por isso acha que a campanha na TV e nas redes sociais o fará crescer.

Dicção melhorou

O entusiasmo quase juvenil de Meirelles contagia sua equipe. Aos 72 anos, aceitou submeter-se a fonoaudiologia para melhorar a dicção.

Coração na boca

Banqueiro pragmático, executivo cerebral, Meirelles tem dito a assessores, que quer aprender a “falar com o coração”.

Explode coração

A senadora Marta Suplicy fez questão de martirizar o presidente Michel Temer e a cúpula do MDB, divulgando na última hora, prazo final para confirmar sua candidatura, a nota sobre sua decisão de chutar o balde. Quase provocou ataque cardíaco coletivo no Planalto.

Conversa ruim

Marta Suplicy achou que deveria comunicar ao presidente nacional do MDB, Romero Jucá, com quem se relaciona bem, sua decisão de abandonar o partido e a reeleição. Mas a conversa foi péssima.

Presidiário ou hóspede?

País curioso o Brasil, que se indigna com flagrantes de bandidos controlando o crime organizado da cadeia, e poucos se queixam do fato de o ex-presidente Lula comandar seu partido do cárcere.

ANP tenta saída honrosa

Buscando uma saída honrosa, tentando antecipar-se às decisões em andamento do Congresso e da Justiça, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) convocou audiência pública para discutir a venda direta de etanol do produtor aos postos. Menos mal.

Desobediência

A CNI pediu ao STF para mandar a Justiça do Trabalho aplicar a lei de Terceirização. Juízes do trabalho têm usado um artigo da Lei Geral de Concessões para ignorar a nova lei de terceirização da atividade-fim.

Debandada à vista

Vai custar caro ao PSB a crise gerada pela decisão de aliar-se ao PT para “rifar” a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco. O partido deve sofrer uma debandada de insatisfeitos, pós-eleições.

Questão de perspectiva

Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas com o SPC Brasil, a maioria (60%) dos brasileiros consideram que os preços dos presentes estão mais caros em relação ao ano passado.

Posse em Bogotá

O ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores) representará o presidente Michel Temer na posse do novo presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez, em Bogotá, nesta terça-feira (7).

Pensando bem…

…dar calote em organismos internacionais, como faz o Brasil, é coisa de “anão diplomático”, como o governo israelense definiu a era Dilma.

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