Farra de licenças na EBC tem histórias bizarras

Por Cláudio Humberto

A esperteza na estatal EBC (responsável pela TV Brasil), que emprega 2.300 funcionários e registrou 2.845 licenças médicas entre janeiro e junho, tem situações que seriam engraçadas não fossem fraudulentas. A pelegada defende a farra citando casos como o de um cinegrafista que desatou a pedir licenças médicas alegando “depressão” por ter de operar uma nova grua computadorizada, das mais modernas do país.

Maluco beleza

“Tem muita gente com problemas mentais”, afirma um pelego que faz a maior pose de esquerdista com um livro de Lênin debaixo do braço.

Malandragem demais…

“Malandro demais vira bicho”, advertiu o compositor Bezerra da Silva: perícia médica investigará o “fenômeno” das licenças medicas na EBC.

Não ficará assim

A expectativa é de que após a perícia, processos administrativos sejam abertos para demitir os espertos e ressarcir a empresa pública.

Farra vai acabar

Serão revistas as facilidades para obtenção de licenças, inclusive a de cinco dias para “acompanhar” familiar, prorrogadas indefinidamente.

Conta outra, ministro

Eduardo Guardia (Fazenda) fez a melhor expressão de burocrata que não almeja mais nada na vida depois de virar ministro, e disse que “a pior fase da turbulência financeira já passou”. Para quem? Marcianos?

Equilíbrio de bancadas favorece político ‘das antigas’

A multiplicação de partidos com bancadas relevantes tem favorecido políticos de maior capacidade de articulação na Câmara. Em 1998, por exemplo, apenas os cinco maiores partidos tinham somados mais de 400 deputados, de um total de 513, e podiam aprovar o que quisessem. Atualmente, para obter a mesma quantidade de votos é necessário que dez partidos reúnam 100% dos deputados em torno de algum projeto.

Centrão com força

A partir de 2019, o próximo presidente precisará articular com ainda mais partidos e o “centrão” ganha ainda mais relevância.

Impeachment era moleza

Ao contrário de Collor, o impeachment de Dilma demorou, não por falta de prova, mas porque mais partidos precisam se convencer dos crimes.

Pulverização

Para ter um gabinete de liderança são necessários cinco deputados na bancada; que só nove partidos tinham em 1998. O número subiu a 18.

Nomes fracos no PT

Segundo o Ideia Big Data, quando o cenário do 1º turno da eleição inclui o nome do ex-prefeito Fernando Haddad (PT-SP) como o candidato petista a presidente, ele tem 3%. Quando o nome é “Alguém do PT indicado e apoiado pelo Lula”, o resultado triplica para 9%.

Além de Lula, Dilma

A PGR garantiu que o Ministério Público ajuizará ações de impugnação contra todos os candidatos que tiverem as candidaturas vetadas pela Lei da Ficha Limpa, incluindo os condenados por órgãos colegiados.

Contas públicas importam

Além de punir com a inelegibilidade os condenados criminalmente em 2ª instância, a Ficha Limpa também impede a candidatura de quem não teve as contas públicas aprovadas pelo respectivo Tribunal de Contas.

Perda de arrecadação

O governo do DF pode perder este ano R$ 12 milhões em ISS, segundo o empresário Otto Sarkis, da Hplus Hotelaria, por não fiscalizar sites de venda de diárias e aplicativos de hotelaria informal, em Brasília.

Vale a pena?

Com 100% do controle (ou descontrole) nas mãos do governo, a Caixa anunciou o maior lucro de sua história, em 2017: R$ 12,5 bilhões. O banco é público e visa “promover o desenvolvimento”, mas não pratica taxas menores que bancos privados e não lucra nem metade.

Fique de olho

A lei fixa gastos máximos de R$ 2,5 milhões em campanha para deputado federal, até R$ 5,6 milhões para senador, até R$ 21 milhões para governador e até R$ 70 milhões para presidente da República.

Alô, Justiça Eleitoral

No Amazonas, por exemplo, estima-se em R$ 20 milhões o custo da eleição de um deputado federal, oito vezes o limite legal de R$ 2,5 milhões. Isso tem causado o efeito contrário ao esperado pela nova lei eleitoral: candidatos fichas limpas desistiram da política.

Pensando bem…

…agosto vem aí.

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