Pedalando na volta às aulas

Por Pro Coletivo

Desde 2010, Silvia Ballan leva diariamente, de bike, sua sua filha Nina, de dez anos, à escola. Foi assim também com Beatriz, de 19. Idealizadora do blog silviaenina.org e do projeto Cheguei de Bike, ela vê várias vantagens em se locomover com os filhos com a magrela.

Quando você começou a pedalar?

Aos 14, quando comecei a descobrir a autonomia e a responsabilidade de ir de bike a diversos lugares em SP. Até os 18 eu também viajava de bicicleta. Aos 19, quando entrei na faculdade, optei pelo carro, mas em alguns meses vi que o tempo perdido era enorme, por isso voltei para a bicicleta.

O que você sente quando está pedalando pela cidade com a sua filha Nina na cadeirinha?

Liberdade, prazer e principalmente me sinto poderosa e inteligente. Optei por um modo simples, rápido e divertido, quer mais? Delícia é o sinônimo de nossos trajetos, caminhos mágicos numa cidade que é um caos urbano. É como se estivéssemos numa nuvem linda.

Como é a rotina de bicicleta de mãe e filha?

Acordamos às 6h, tomamos café e saímos às 6h45. Em 15 minutos percorremos aqueles 5 km. Não precisamos de waze para descobrir rotas, a gente faz a rota que quiser, como quiser e algumas vezes passamos pelas amoreiras do caminho e colhemos um pouco. Coisas da bicicleta.

Por que é tão difícil para as pessoas experimentar outras formas de locomoção?

Os adultos levam os filhos de carro para a escola, eles estão dentro da máquina do sistema, como se não houvesse saída, como se aquilo fosse o único jeito de viver – e eu diria sobreviver, pois não é vida, não. Imagina se você percorre por dia 40 minutos na ida e 40 na volta para levar e buscar filhos, você fica 400 minutos por semana, 1.600 por mês e 14.400 por ano, o que equivale a 240 horas por ano. É muito!

O que diria para uma mãe ou pai que quer pedalar com seu filho em qualquer cidade brasileira?

Eu diria para me procurar
(
chegueidebike@gmail.com). Em alguns casos eu posso acompanhá-los e também dar dicas para driblar buracos e ruas congestionadas e barulhentas. O importante é ter em mente a busca de uma qualidade em seu trajeto diário.

O que é fundamental nas pastas de mobilidade dos municípios brasileiros?

Ciclovias, ciclovias e ciclovias, todas conectadas! Sem ciclovias jamais teremos uma boa cidade. Vou contar um segredinho: toda cidade em que você vê mulheres e famílias pedalando é melhor para se viver. E pedalar com os filhos é muito bom, porque você passa valores, ensina na prática o respeito ao próximo, o bom senso.

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