Governo cala diante de discriminação a brasileiros

Por Cláudio Humberto

O governo brasileiro não reagiu à decisão discriminatória, adotada pela União Europeia, que passará a exigir visto de entrada de brasileiros a partir de 2021. Em casos assim, nas relações diplomáticas, sempre se aplica o princípio da reciprocidade, por isso o Brasil impõe visto de entrada de nacionais de países que exigem o mesmo, como Estados Unidos e México, por exemplo. O silêncio do governo é constrangedor.

Atitude digna

Os países respeitam as normas migratórias internas, mas se reservam direito de impor medidas idênticas, até como sinal de autodeterminação.

Reticências oficiais

Indagado, o Itamaraty não deixou claro se o Brasil vai exigir visto dos europeus a partir de 2021. “É a prática”, informou sua assessoria.

O futuro a ele pertence

A dúvida, entre diplomatas, é como o futuro presidente do Brasil, que estará no cargo em 2021, reagirá à exigência de visto para brasileiros.

Efeito Trump

Além do Brasil, outros países serão atingidos pela exigência de visto de entrada na Europa, até mesmo os Estados Unidos.

Câmara promove convescote de atravessadores

A Comissão de Minas e Energia da Câmara decidiu realizar no próximo dia 11 uma audiência pública para discutir a venda direta de etanol aos postos, definida por sentença da Justiça Federal e sob exame do Congresso e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), mas convidou apenas quem é contra a medida: representantes dos distribuidores, que atuam como atravessadores, e seus defensores.

Tudo dominado

À exceção do senador Otto Alencar (PSD-BA), foram chamados para a audiência pública só políticos ligados aos distribuidores.

Só para paulistas

Todas as entidades controladas por atravessadores de combustíveis estarão no convescote. Todas elas sediadas em São Paulo.

Outros estados de fora

Entidades que defendem venda direta de etanol não foram convidadas à audiência pública. Atravessadores têm medo de concorrência.

Datena empolga

O DEM está tão empolgado com o favoritismo de José Luiz Datena ao Senado, em São Paulo, que já cogita fazê-lo disputar o Planalto. Até porque Rodrigo Maia, pré-candidato do DEM, continua colado ao traço.

Fazendo água

Geraldo Alckmin demorou demais a tentar viabilizar sua candidatura. Já nem lhe dão ouvidos, como na constrangedora reunião com as cúpulas dos partidos do Centrão (DEM, PP, PRB, SD e PSC). Deram pra trás.

Boia salva-vidas

Em nota, João Doria diz estar “inteiramente focado” na campanha ao governo e que seu candidato a presidente é Alckmin. Para ele, dizer o contrário é coisa “de quem quer mal a ambas as candidaturas”.

Jornada espantosa

Durante a batida da Polícia Federal no gabinete de Nelson Marquezelli (PTB-SP), espantou a presença do deputado às 6h da manhã. Como deputado não dá duro tão cedo, suspeita-se até de vazamento da ação.

Dia da demagogia

A Câmara consome seu tempo com projetos inócuos. É o caso da discussão de parecer sobre a criação do Dia Nacional de Combate à Tortura. Que se combate com ações concretas e não com demagogia.

Barbieri vice

A despedida do ex-deputado Marcelo Barbieri da Subchefia de Assuntos Federativos do Planalto foi bem concorrida. Ele deverá ser o vice na chapa de Paulo Skaf ao governo de São Paulo, pelo MDB.

Culpa da austeridade

Habituados à gastança que levou o país à pior crise da história, sindicalistas ligados a senadores petistas foram ao Congresso atacar a austeridade. Culpam-na pelo impacto nas políticas sociais.

Descaramento

Na semana em que começou o segundo semestre de 2018, deputados bateram recorde de uso de óleo de peroba ao aprovar a programação monetária para o quarto trimestre de 2016.

Pensando bem…

…hoje é dia de o Brasil ensinar a Bélgica como se faz um chocolate.

claudio humberto Arte / Metro Jornal
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