Planos de saúde já ‘expulsaram’ quase 3 milhões

Por Cláudio Humberto

Quase 3 milhões de brasileiros já foram “expulsos” de planos de saúde pela incapacidade de suportar as mensalidades e os reajustes quase criminosos. Entre abril de 2017 e abril deste ano, planos encolheram para 47,3 milhões de clientes, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Eram 50,4 milhões em 2014. Isso decorre do “plano de recuperação”, cartelizado e perverso, baseado na relação abusiva com a clientela e lastreado em resoluções camaradas da ANS.

Licença para explorar

O “plano de recuperação” suprime planos individuais, cujos valores são fixados pelo órgão regulador, e mantém apenas os “corporativos”.

Raposa dá o preço

Nos planos corporativos ou coletivos, valores são definidos pela própria operadora, sem qualquer controle, nos valores que bem entender.

‘Negociação’ mandrake

Oficialmente, reajuste dos planos coletivos são “negociados entre as partes”. Mentira: é a “negociação” entre o pescoço e a navalha.

Manda quem pode

Os planos de saúde faturaram R$ 178 bilhões somente em 2017. Com tanto dinheiro e poder, têm também o lobby mais influente.

‘Duo’ virou quarteto

O presidente da Câmara não põe para votar o projeto que revoga a cobrança abusiva de malas alegando que é preciso, antes, “acabar o duopólio”. Há muito tempo usando jatinhos da FAB, Rodrigo Maia não percebeu que o Brasil tem quatro empresas na aviação comercial, hoje.

STF decide se põe o Brasil no caminho do atraso

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode ter esta semana um encontro marcado com o atraso: o julgamento de uma ação da Confederação dos Servidores contra dispositivo da reforma trabalhista que tornaram facultativa a contribuição sindical, antes obrigatória. Graças a essa cobrança abusiva, que deixou muitos pelegos ricos, o Brasil soma hoje cerca de 97% de todos os sindicados existentes em todo o planeta.

Reforma botou ordem

A reforma trabalhista pôs ordem, eliminando o pagamento obrigatório, até como força de privilegiar sindicatos realmente representativos.

Dinheiro fácil

O “bolo” anual de R$3,5 bilhões a ser dividido entre entidades sindicais fez surgir o fenômeno da proliferação desse rentável negócio.

Safadeza rentável

Sindicatos ficaram valorizados e aí começou outra safadeza: a venda de registros sindicais. Só no governo Dilma, a PF fez duas operações.

E a vítima é autoridade…

Assaltado em Alagoas na sexta, o nº 2 do Ministério da Segurança, Flávio Basílio, viu como a coisa está feia no Estado: só nesta segunda (25), quatro dias depois, a polícia começou a apurar o caso.

Caixa terá ‘porta-voz’

Mais uma “boquinha” está em gestação na Caixa: a criação do cargo de “diretor porta-voz”. Muito bem remunerado, é claro, e uma porção de assessorias para preencher, porque ninguém é de ferro

Ação bilionária, vários advogados

Ex-presidente da OAB, Cezar Britto diz que há outros advogados, como ele, que receberão honorários da indenização de R$15 bilhões que a Petrobras foi condenada a pagar pelo Tribunal Superior do Trabalho. Ele disse que são 19 mil ações e não 59 mil, como divulgou a estatal.

Objetivo é seu bolso

Está pronto para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Projeto que aumenta em 700% as taxas dos já milionários cartórios de Brasília. O projeto é de origem do TJ do Distrito Federal.

Estranhos números

Boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde deste mês divulgou que 2016 foi recorde em acidentes de transporte relacionados ao trabalho: 18.706. Em 2007 não passou de 2.798.

Dinheiro no espaço

A defesa do contrato com a americana Viasat para operar o satélite brasileiro de R$2,8 bilhões rendeu críticas ácidas a Jarbas Valente, presidente da Telebrás, do deputado Henrique Fontana (PT-RS).

Trabalho por impostos

A Associação Comercial de São Paulo estima que 2016 e 2017 foram os anos em que mais dias foram trabalhados pelo brasileiro para pagar impostos ao governo: 153. Em 2010 eram até 148 dias. Bons tempos.

Pensando bem…

…após o jogo de ontem, quando o juiz estava determinado a prejudicar a seleção de Portugal, o tal “árbitro de vídeo” precisa subir no telhado.

Cláudio Humberto Arte / Metro Jornal
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