Vagas em agências agitam o Planalto e o Senado

Por Cláudio Humberto

Políticos e executivos ambiciosos já percorrem gabinetes do Senado de olho nas vagas de cobiçadas agências reguladoras. Os cargos têm mandato de até 5 anos. Serão três vagas na Aneel (energia elétrica), uma na Anvisa e outra na Anatel (telecomunicações), cujos mandatos encerram ainda este ano. A iniciativa é legal, mas ilegítima: as vagas serão preenchidas pelo Senado que será renovado em dois terços, nas eleições de outubro, e por um governo que está em fim de mandato.

Bote de Titanic

Brigar pelas boquinhas em agências reguladoras de um governo e Senado no fim é como disputar lugar no bote salva-vidas do Titanic.

Poder excessivo

Agências podem criar regras, algumas suspeitas, como a cobrança de malas nos aviões, que beneficiam empresas e prejudicam o cidadão.

Poder excessivo 2

Agência reguladoras têm o poder de fixar o aumento que quiserem nas contas de luz, água etc, sem que o cidadão lesado possa recorrer.

A vida como ela é

Agência é “órgão de Estado”, mas político manda: Agripino Maia (DEM) e Garibaldi Alves (MDB) apadrinharam vaga na Anatel no início do ano.

Marido de Gleisi ainda será julgado por caso grave

O ex-ministro Paulo Bernardo se livrou da acusação mais amena contra ele, na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, mas o pior está por vir: o Ministério Público Federal o denunciou em 2016 e a outras 12 pessoas no âmbito da Operação Custo Brasil, por integrar organização criminosa que teria roubado R$ 102 milhões, entre 2009 e 2015, de servidores e aposentados que fizeram empréstimos consignados. Tudo seria feito pela Consist, empresa que fazia a gestão dos consignados.

Desconto malandro

Pela denúncia, a serviço do grupo, a Consist descontava quantias quase imperceptíveis das vítimas, que, somadas, chegavam a milhões.

Barra pesada

O marido da senadora Gleisi Hoffmann é acusado pelo MPF dos crimes de corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Sempre os mesmos

Entre os denunciados com Paulo Bernardo estão os ex-tesoureiros do PT Paulo Ferreira e João Vaccari, que já cumprem pena de prisão.

Fôlego de sete

Nesta quarta-feira (20), logo cedo, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que é chegada a grandes rompantes, já estava na Clínica Respirar, na 713 Sul, cuidando do seu fôlego. Paciente antiga.

Distante de Marina

O deputado Roberto Freire (SP), presidente do PPS, negou qualquer chance de aceitar a vice de Marina Silva, na campanha presidencial. Disputará a reeleição e apoia candidatura do tucano Geraldo Alckmin.

Chapa ficha limpa

O ex-senador Adelmir Santana (DF) e o vice, deputado Laércio Oliveira (PP-SE), anunciam hoje, no Rio, a chapa de oposição, com gestores ficha limpa, que disputará o comando da Confederação Nacional do Comércio (CNC), há quase 40 anos controlada por Antônio Santos.

Prometeu, não cumpriu

O PPS capixaba deu cano em jornalistas e publicitários de Brasília, que fizeram em 2016 a campanha de reeleição do atual prefeito de Vitória, Luciano Rezende. Tem gente até passando necessidade.

Consumidor ganha

A iminente venda direta de etanol aos postos reduzirá o preço ao consumidor. A tendência é o etanol virar opção dos donos de carros flex (70% da frota). Com a concorrência, o preço da gasolina deve cair.

Apropriação indébita

A empresa de abastecimento do DF (Caesb) embolsou mais de R$ 76 milhões da “tarifa de contingência”, inventada na crise hídrica. Agora, não quer devolver a sobra de R$ 22 milhões. Só o fará em 2020.

Dinheiro no espaço

A defesa feita pelo presidente da Telebrás, Jarbas Valente, do contrato com a americana Viasat para operar o satélite brasileiro foi criticada na Câmara. “Se a Viasat não vier, não temos como operar o investimento de R$ 2,8 bilhões?”, questionou o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

Os intocáveis

Como se não bastassem tantas regalias no setor público, agora carros oficiais já não podem ser multados em Brasília. Podem estacionar em local proibido, trafegar em alta velocidade, tudo. O cidadão, nada.

Pensando bem…

…símbolo do “futebol raiz”, o sergipano Diego Costa marcou o terceiro gol pela Espanha na Copa, mostrando a falta que faz à seleção de Tite.

poder sem pudor Arte / Metro Jornal
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