Governo faz nova trapalhada com frete mínimo

O governo continua batendo cabeças na crise iniciada com a greve dos caminhoneiros, como na trapalhada do frete mínimo. Até os transportadores reclamam do exagerado aumento de 50%, e negociam valor abaixo da tabela. Mas o valor é nacional e quem não o obedecer paga o dobro em indenização. A insegurança se estabeleceu: já há transportadores juntando notas fiscais com valores inferiores ao frete mínimo com o objetivo de pedir essa bolada na Justiça, mais à frente.

Eles não sabem nada

A confusão foi da agência de transportes terrestres (ANTT), que tem a tarefa de fixar tabela de preços a cada 6 meses. E a ANTT errou feio.

Fim das leis de mercado

Incompetentes, governo e ANTT transformaram preço máximo em preço mínimo. E acabaram a negociação entre cliente e transportador.

Não caiu a ficha

O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), que nada entende do assunto, avisou que não será revista a MP 832 criando a tabela da ANTT.

E as estradas, nada?

Transportadores reduzem a renda com as péssimas rodovias, que os forçam a gastar a mais, por ano, 840 milhões de litros de diesel.

Temer nomeou um ministro e ganhou um alfaiate

Com jeito de gente simples, gestos contidos, palavra fácil burilada nos dois mandatos de deputado federal e como pastor da Assembleia de Deus, o novo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Ronaldo Fonseca, é conhecido pelas roupas de bom corte. Não é para menos. Ele tem orgulho da primeira profissão: alfaiate. O ministro, hoje, só a exerce para ele próprio ou para surpreender alguém da família.

Trabalho cedo

Filho de metalúrgico e com 7 irmãos, Ronaldo começou a trabalhar aos 13 anos, como ajudante de alfaiataria. Ficou na profissão até os 23.

Fazendo contas

Ronaldo Fonseca é uma espécie de “prefeito” do Planalto. E faz contas com o rigor de quem já teve de contar tostões para ganhar a vida.

Voos de carreira

O novo secretário-geral do Planalto não usa jatinhos da FAB em suas viagens particulares, ao contrário dos colegas. Prefere voos de carreira.

Já deu, xô, hora de vender

O deputado e engenheiro elétrico José Carlos Aleluia (DEM-BA) chamou a atenção para a irrelevância da estatal Eletrobras, que ficou para trás, sem investimentos, mas custa R$ 3 bilhões por ano só para manter a folha de pagamento e a influência de políticos.

Reclamando de aumento

Um transportador de São Paulo, José Pianti, reclamou do aumento de 50% no “frete mínimo”, fixado por quem não entende do assunto. O aumento só o prejudica. É que não há clientes que possam pagar tanto.

Profeta Cazuza

Há exatos 28 anos morria Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, que desafiou o Brasil a mostrar a cara, dizer quais eram os negócios e dar nome a sócios. Tudo o que a Lava Jato escancarou anos depois.

Garantia de seriedade

O processo que investiga superfaturamento no Rodoanel Norte, em São Paulo, está sob a relatoria de Walton Alencar Rodrigues, um dos ministros mais sérios e rigorosos do Tribunal de Contas da União.

Disputa ferrenha

Quinze desembargadores disputam as vagas dos ministros Fernando Ono e Maria de Assis Calsing no Tribunal Superior do Trabalho. O presidente Michel Temer fará as nomeações no segundo semestre.

Más notícias

Consultores legislativos avisaram que o rombo nas contas públicas será de R$ 70 bilhões em 2021. Ao todo serão oito anos consecutivos de deficit primário e dívida líquida do governo federal em 53% do PIB.

Olho empreendedor

Licenciado da presidência do Sebrae para disputar as prévias que vão definir o candidato do PSD ao Planalto, Guilherme Afif Domingos disse que empunhará bandeira do empreendedorismo por “um futuro melhor”

Na nossa conta

A Confederação Nacional da Indústria já estima o custo da trapalhada do frete mínimo. O custo do transporte do arroz, por exemplo, deve subir de 35% a 50% no mercado interno e até 100% nas exportações.

Pensando bem…

…a única coisa que continua mínima no Brasil é mesmo o salário.

clauydio humberto Arte / Metro Jornal