Auditoria vê balanço e conclui: Correios quebraram

Por Cláudio Humberto

A auditoria independente BDO RCS nas contas dos Correios foi direto ao ponto: prejuízos, custos assistencial e previdenciário de funcionários e ações cíveis, fiscais, trabalhistas e criminais põem em dúvida a “continuidade operacional da empresa”. De acordo com o documento, as únicas chances de salvação dos Correios se resumem a um “plano reformador” ou a solução de sempre: dinheiro público tapando o rombo.

Plano mirabolante

A proposta de salvação da empresa é mais do mesmo: atuar em transporte, logística, serviços financeiros e serviços governamentais.

Alternativa inviável

Alternativa ao “plano de salvação”, os aportes de dinheiro público estão cada vez mais distantes, pois o governo já tem seus próprios rombos.

Marajás

Apesar dos constantes prejuízos, a ECT não mexe nos altos salários de presidente e diretores, R$ 40,6 mil e R$ 34,5 mil, respectivamente.

Ordem é cortar

A ECT afirma que começou a cortar custos com pessoal e a revisão do plano de saúde, além de ter “lucro contábil de R$ 667 milhões em 2017”.

Distribuidor defende livre mercado que não o afeta

O dono do grupo Cosan, sócio da Raízen, Comgás e ALL, Rubens Ometto, que lidera a distribuição de combustíveis, garantiu lugar no anedotário dos que defendem o livre mercado desde que isso não atrapalhe os próprios negócios. Disse em entrevista ser contra liberar a venda do etanol aos postos, que chama de “populismo”. Tudo porque o setor perderia o belo negócio presenteado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), e a gasolina finalmente teria a concorrência do etanol.

Cartório sem-vergonha

A ANP criou o cartório que obriga 400 produtores a venderem o etanol às distribuidoras, e os proíbe de vender o produto direto aos postos.

Cartório indecoroso

Distribuidores viraram atravessadores, graças ao cartório da ANP: compram etanol a R$ 1,54 e o vendem ao posto a R$ 3,30 o litro.

Finalmente competitivo

A venda direta aos postos e consumidores reduziria muito o preço final, tornando o etanol muito mais atraente que a gasolina nos carros flex.

Quem paga a conta

Quem paga o prejuízo de R$ 88 bilhões do país provocado pela revolta dos caminhoneiros, em razão da política de reajustes diários adotada pela Petrobras, nos tempos de Padro Parente? Nós, os otários.

Alma do negócio no RN

Causou espanto a licitação da Funpec, fundação cultural potiguar, para contrato com agência de propaganda de R$ 50 milhões, maior que a verba publicitária de todo o Ministério do Esporte. Pior: o dinheiro é de convênio do Ministério da Saúde com a UFRN para… combate a sífilis.

O beijo da morte

Perdeu feio a candidata de Lula na eleição do Tocantins: Kátia Abreu (PDT) ficou em 4º lugar. O vexame se consolidou com o vídeo da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, pedindo votos nas redes sociais para Kátia Abreu, em nome do ex-presidente preso por corrupção.

Já vão tarde

O TCU aprovou no dia 30 o edital que permite vender, tirando das nossas costas, as distribuidoras de energia Amazonas Energia, Boa Vista Energia (RR), Ceron (RO), CEA (AC), Ceal (AL) e Cepisa (PI).

Comporte-se, Aneel

A italiana Enel vai investir R$ 5,5 bilhões pelo controle da Eletropaulo. Resta-nos esperar que a Aneel, sempre tão sensível aos interessas das empresas, não aumente tarifas para compensar o investimento.

Aloprados à solta

Enquanto alinhava sua artilharia contra os postos, o governo Temer esquecia os aloprados da Petrobras e das distribuidoras, que vendiam diesel aos revendedores, no fim de semana, com apenas 19 centavos de desconto, ignorando o acordo oficial com os caminhoneiros.

Assédio criminoso

A TV por assinatura Sky atormenta dia e noite clientes que cancelam contratos. Há queixas de gente importunada por ligações até domingo à noite, depois das 22h, há quase um ano. A Anatel se finge de morta.

Palanque

A viúva de Marielle foi à parada gay em São Paulo para subir no palanque e puxar o coro “Fora Temer”. Ué, e sobre os bandidos que assassinaram covardemente a vereadora?

Pensando bem…

…com sua derrota no Tocantins, após Gleisi pedir votos em nome de Lula, Kátia Abreu certamente vai avaliar melhor as companhias.

Poder se pudor: além da fronteira

Em viagem para ganhar “envergadura internacional”, em 1989, Lula chegou a Lisboa sem agendar encontros com autoridades como Mário Soares, o simpático presidente socialista, que contou a história a um ex-embaixador do Brasil. Soares estava na Estremadura, na fronteira com a cidade espanhola de Badajoz, mas, informado da visita de Lula, telefonou-lhe para as boas vindas: “Estou cá na fronteira, ó pá!”

– Fronteira com que país? – perguntou Lula.

Mário Soares desistiu de sacrificar sua agenda para ver Lula. Diz ter ficado chocado com o fato de o então candidato a presidente do Brasil ignorar uma lição primária de geografia: Portugal só faz fronteira com a Espanha. E o mar.

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