Declaração de Guardia levou governo à derrota

Por Cláudio Humberto

Uma declaração do ministro Eduardo Guardia (Fazenda) levou a Câmara a incluir o expurgo do PIS/Cofins do preço dos combustíveis no projeto de origem do governo reonerando a folha de pagamento das empresas. Guardia irritou sobretudo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quando condicionou o fim da Cide (imposto dos combustíveis) à aprovação da reoneração. Maia devolveu: “Pois só votamos depois que a Cide for zerada. Ou incluímos o PIS/Confins no projeto”. Incluiu.

Bombeiros ocupados

Com o governo atônito com os caminhoneiros, ninguém apareceu para apagar o incêndio e o PIS/Cofins acabou excluído do preço do diesel.

Insensibilidade política

“O problema deles, na Fazenda, é que não percebem ou não ligam para os efeitos de suas decisões junto à população”, desabafou Maia.

Governo enfraquecido

De nada adiantou argumentar que o ministro Guardia é inexperiente em política: a Câmara foi à forra contra um governo muito enfraquecido.

Redução de 14%

Basta um decreto do governo para excluir a Cide. No caso PIS/Cofins, que reduzirá o diesel em 14%, somente através de lei.

Gestão do PCdoB na Ancine é investigada pelo TCU

Jornalões descobriram ontem uma revelação do Diário do Poder de 2016: a gestão da Agência Nacional do Cinema (Ancine) nos governos do PT, aparelhada pelo PCdoB, é investigada por fraudes de mais de R$ 1,2 bilhão. O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a Ancine desde 2008, incluindo os três mandatos de Manoel Rangel, dirigente do PCdoB que, nomeado por Lula em 2006, agarrou-se ao cargo até 2017.

Saco sem fundo

Segundo a auditoria, entre 2008 e 2016 a Ancine distribuiu mais de R$ 1 bilhão do Fundo Setorial do Audiovisual, sem prestar contas.

Remédio imediato

A Secretaria de Controle Externo do TCU no Rio já propôs que as verbas do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) fossem bloqueadas.

Os investigados

Além de Manoel Rangel, os ex-diretores Roberto Lima (PT) e Rosana Alcântara (PCdoB) e a atual diretora Debora Ivanov são investigados.

ICMS cairá no DF

O governo do DF estuda reduzir à metade o ICMS dos combustíveis, e talvez a 0% o tributo sobre o diesel. Hoje, o imposto representa 20% do preço do combustível. Antes que o Congresso aprove projeto de Romero Jucá (MDB-RR) limitando em 18% o ICMS do combustível.

Ministro Ronaldo

Michel Temer optou por um amigo e deputado, Ronaldo Fonseca (Pode-DF), para substituir a um outro amigo, Moreira Franco, no cargo de ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República.

Declínio do líder

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é absolutamente cético em relação às chances do pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro. “Ele tinha mais de 20%, caiu, agora está em torno de 14%”, disse ele.

Seca mais urgente

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, viajou ao Ceará, seu Estado, para anunciar obras de combate à seca, mas teve de adiar tudo e retornar a Brasília. A seca nos postos gritou mais alto.

Bem na fita

Antonio Anastasia (PSDB) lidera levantamento Paraná Pesquisa para o governo de Minas, blindado de denúncias de corrupção. O tucano tem 28,1% contra 21,2% do governador Fernando Pimentel (PT)

Promessa de ditador

Após fraudar a “eleição”, o ditador da Venezuela prometeu “soltar” presos políticos, mas apenas quem não cometeu “crimes graves”. Até porque somente o próprio Nicolás Maduro cometeu crimes graves.

Prazo longínquo

Deputados já estão convocados para votar na segunda-feira (28) ações para reduzir o preço dos combustíveis. O problema é que até lá o Brasil chegará ao fundo do poço da crise de desabastecimento.

Raposa no galinheiro

Cartola do Corinthians e deputado federal, Andrés Sanchez (PT-SP) comanda a comissão que vai fazer mudanças na Lei Pelé, no Estatuto do Torcedor e em outras leis relacionadas ao futebol e outros esportes.

Pensando bem…

…o afinco de parlamentares para resolver a greve dos caminhoneiros garante o feriadão de suas excelências, semana que vem.

Poder sem pudor: negrão não discrimina

No fim de 1994, ao chegar para uma audiência com o ministro de Minas e Energia, Delcídio Amaral, o então governador gaúcho Alceu Collares se apresentou à secretária com o bom humor de sempre:

– Diga ao ministro que o Negrão chegou.

Na audiência, ele lamentou não poder ficar em Brasília para um evento importante.

– Não posso. Tenho lá no Rio Grande uma festa da colônia alemã.

– Mas o que o senhor tem em comum com a colonização alemã? – perguntou o ministro.

– Nada, mas se o Negrão não for, vão dizer que é discriminação…

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