Parente pôs fogo no País dolarizando a gasolina

Por Cláudio Humberto

A desastrosa decisão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, de impor ao Brasil a dolarização da gasolina detonou uma grave crise que deve se agravar, provocando um nível de desabastecimento inédito no país. O presidente Michel Temer não quer demitir Parente, a quem andou elogiando, mas seu pedido de demissão seria recebido com “grande alívio”, dizem fontes do governo. E deixaria quem o nomeou à vontade para encontrar a solução para o problema que ele criou.

Humilhação inédita

Assessores não perdoam Parente pela auto-humilhação pública de Temer pedindo “trégua” aos caminhoneiros.

Não é do mesmo time

Em Brasília, terça (22), Pedro Parente nem sequer ajudou a definir uma solução para o problema que ele próprio criou, tipo “se virem”.

Velha mentira

Parente diz que a Petrobras apenas “reconhece” a alta do barril e a alta do dólar, mas 80% da composição dos seus preços são em reais.

Irresponsabilidade

Parente fez a Petrobras se impor à política econômica, ressuscitando a ameaça de aumentos diários no transporte de pessoas e cargas.

Maia pode apoiar libertação do etanol da Petrobras

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, admitiu à coluna nesta quarta (23) apoiar iniciativas para libertar o etanol do controle da Petrobras e distribuidoras. A ideia seria favorecer a livre concorrência, permitindo que produtores vendam seu etanol diretamente aos postos, como em todo o mundo. Com isso, o produto nacional teria condições de concorrer com a gasolina no abastecimento dos automóveis flex.

Concorrência desleal

Para impedir a competitividade do etanol, a Petrobras reajusta seu preço juntamente com a gasolina, cuja rentabilidade fica assegurada.

Fiscalização e controle

Rodrigo Maia chama a atenção para a necessidade de criação de mecanismos que garantam etanol de boa qualidade nos postos.

Atravessadores

Projeto do deputado JHC (PSB-AL) suspende a portaria 43 da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que entrega o etanol aos atravessadores.

Senhor da trevas

Pedro Parente faz o estilo tecnocrata insensível aos dramas que os governantes provocam. No apagão de energia no governo FHC, que coordenou, não por acaso ganhou o apelido de “senhor das trevas”.

Vaias e aplausos

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi vaiado durante sabatina da Confederação Nacional dos Municípios. Dos pré-candidatos presentes, incluindo Alckmin e Meirelles, só Guilherme Afif (PSD) foi aplaudido.

Direto ao ponto

Em dura nota, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), presidida pelo ex-senador Clésio Andrade, criticou as mentiras da Petrobras e a política equivocada e desastrosa de Pedro Parente.

É grave a crise

Enquanto o preço do diesel sobe sem parar, caminhoneiros que atuam entre Rio e São Paulo viram o preço do serviço cair mais de 50% desde fevereiro, segundo a CargoX, que tem 250 mil veículos cadastrados.

Medo do trabalho

Com a crise no abastecimento de querosene de aviação, deputados tentaram acordo para evitar obstrução da oposição e votar tudo ontem mesmo. Queriam se mandar enquanto havia voos saindo de Brasília.

Oportunismo criminoso

A política de reajuste de preços da Petrobras provocou os bloqueios dos caminhoneiros e, nesse caos, houve postos do Recife cobrando criminosos R$ 9 por um litro de combustível. Ninguém foi preso.

Existe precedente

Em 2012, a 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça gaúcho condenou um posto a pagar indenização de
R$ 45 mil por crime contra a economia popular, por aumentar preços na véspera do feriado de Páscoa.

Tem que ter motivo

De acordo com o artigo 39, X, do Código de Defesa do Consumidor, é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusiva, “elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços”.

Pensando bem…

…ao custo de R$ 10 mil por dia, segundo a Polícia Federal, a prisão especial de Lula já nos custou uns 100 mil litros de gasolina.

Poder sem pudor: esqueçam o que eu disse

Movimentos sociais participaram da IV Conferência das Cidades, no fim de 2002, Lula já eleito presidente, promovida pela Comissão do Desenvolvimento Urbano na Câmara. No auditório lotado de militantes, um deles, com camiseta engajada e boina ao estilo Che Guevara, reclamou dos prédios públicos vazios nas grandes cidades e conclamou todos a invadi-los. Parou em seguida, pensou e retificou:

– Esqueçam isso, agora a gente é governo e não podemos tomar nada.

Gargalhadas generalizadas.

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