Projeto turbina negócio de expoente da era Lula

Ex-secretário de Política Econômica do governo Lula, Marcos Lisboa conhece o caminho das pedras. Tornou-se sócio da Cerc Central de Recebíveis, empresa que deve faturar alto com o novo negócio de registro obrigatório de duplicatas eletrônicas, projeto pelo qual se empenhou junto à Câmara. A alegação é de que o novo “cartório” reduzirá os custos com protesto. Lorota: protesto atinge menos de 1% do total.

Custo Brasil aumenta

Para reduzir custo de 0,01% das duplicatas, será cobrado o registro de 100% das duplicatas em empresas privadas, enriquecendo uns poucos.

Cavalo de batalha

Na pregação pelo negócio, Lisboa almoçou com deputados em abril, na casa de Rodrigo Maia, para “esclarecer de forma isenta” o projeto. Anrã.

Pulo do gato

O projeto não cria a duplicata eletrônica, que existe desde 1997 e já soma 4 bilhões no país. O busílis está na obrigatoriedade do registro.

Burocracia virou negócio

Outro “cartório” renderá ao Serasa centenas de milhões de reais, com o registro obrigatório de todos os contratos de financiamento imobiliário.

Pretensa candidatura de Dilma preocupa PT-MG

Preocupa o PT a intenção da ex-presidente Dilma de disputar vaga no Senado por Minas Gerais. “Dilma continua a mesma elefante em casa de louças”, diz um dirigente petista que foi ministro de Lula, usando o vocábulo masculino do paquiderme. “É tão estupida que não merece o feminino”, xingou. Ele teme que a ex-presidente atrapalhe a tentativa de reeleição do governador Fernando Pimentel, já cheio de problemas.

Se o STF julgar, ela dança

Ministros do STF deixam claro: não obstante o “fatiamento” do artigo da Constituição em seu impeachment, Dilma será declarada inelegível.

Missão: mandá-la de volta

Enrolado na Justiça e precisando focar na reeleição, Pimentel tem mais este rolo pela frente: devolver a elefanta Dilma a Porto Alegre.

Culpada da vez

O PT já não dissimula a rejeição interna a Dilma, a começar por Lula, que culpa a ex-presidente por tudo de ruim que aconteceu ao país.

Planos do mal

Desde 2013, a inflação acumulada foi de 32,23%, mas os planos de saúde subiram seus preços em 45,81%, graças aos préstimos da “agência reguladora” ANS, parceira na crueldade contra os brasileiros.

Algo novo na CNC

A eleição à presidência da Confederação Nacional do Comércio (CNC) confronta um candidato ficha limpa, deputado Laércio Oliveira (PR-SE), com José Tadros (Fecomércio/AM), citado 68 vezes em denúncias ao TCU. Laércio fez discurso na Câmara, ontem, avisando que vai vencer.

Prisão com apoio

O caso do primeiro presidente oficialmente corrupto e preso ensejou o Paraná Pesquisa a avaliar o apoio do povo à prisão após condenação em 2ª instância: 69,4% a favor e 23,8% (o eleitorado do PT) contra.

Mandou bem

O STF tomou decisão rara na Lava Jato: rejeitou a denúncia contra Gustavo Ferraz, ex-assessor de Geddel Vieira Lima. O feito foi obtido pelo advogado Pedro Machado de Almeida Castro, sobrinho e afilhado de Kakay, o célebre criminalista. E por um preço muitíssimo menor.

Paraíso do capitalismo

O serviço não melhora, 6,4% dos clientes vazaram, mas o lucro da operadora TIM Brasil subiu quase 90% no primeiro trimestre de 2018. Foram R$ 250 milhões de lucro após faturar R$ 4,1 bilhões no país.

Já era tempo

A Câmara instalou com atraso de um ano a comissão para analisar a PEC do fim do foro privilegiado. Seu presidente Rodrigo Maia só se mexeu após ser questionado ao vivo no programa “Bastidores do Poder”, da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Sr. Claudicante

Joaquim Barbosa deixou o PSB na expectativa de sua filiação desde 2014, insinuando a disputa pelo Planalto. Deu para trás outra vez. A primeira foi quando abandonou o STF, antecipando a aposentadoria.

Mais uma obviedade

A Câmara dos Deputados aprovou projeto reconhecendo a leitura e a escrita como “direitos do cidadão”. Em vez da demagogia, poderia criar meios de garantir escolas e ensino de qualidade.

Pensando bem…

…criticado pela morosidade, o Judiciário acabou rapidinho o foro privilegiado dos deputados, enquanto a Câmara demorou quase um ano para (apenas) começar a analisar o fim da regalia no Judiciário.