Decisão dos EUA pode ajudar na nossa guerra

Depois de várias rodadas de negociação, o governo brasileiro acredita que em breve os EUA vão suspender temporariamente a exportação de armas para o Paraguai. Só seria retomada quando o país demonstrasse ter um sistema de controle capaz de apontar o comprador e o destino de cada peça.

Hoje, compra arma quem quer no Paraguai. O pedido de suspensão da exportação foi feito pelas autoridades de segurança do Brasil. Isso pode parecer estar longe da realidade do Rio, mas não. A maioria das fuzis e pistolas apreendidos aqui entra pelo Paraguai e é de origem norte-americana. Essa é a principal rota no fornecimento de armas e munições para o Rio.

É bem verdade que nossas forças de segurança não fazem a parte delas: o pente-fino na fronteira não existe, a vigilâncias nas estradas é rara, a fiscalização dos aeroportos e portos se restringe a uma pequena parcela do que entra…. Porém, asfixiar o comércio no Paraguai poderia ajudar a mudar a realidade de um Estado que já apreendeu este ano mais de 100 fuzis nas mãos dos traficantes. O número é assombroso, mas não provoca efeitos práticos já que as armas continuam chegando em profusão em terras fluminenses.

Policiais da UPP da Rocinha estimam que os traficantes da favela tenham cerca de 200 fuzis. Ou impedimos que as armas cheguem às mãos dos bandidos ou vamos continuar enterrando cerca de 20 pessoas por dia vítimas da violência. A maior parte atingida por armas de fogo.

Escola do crime

O Rio tem hoje cerca de 2 mil adolescentes internados em instituições de menores infratores. É o dobro da capacidade do sistema. Por conta de uma decisão judicial, a unidade Santo Expedito fechou as portas por não se enquadrar em um local de ressocialização. Com o fechamento, a situação só piora. O menor que é apreendido por um crime de menor gravidade está sendo colocado junto com reincidentes e membros de facções criminosas. Imagina como sairá depois da internação.

Panela depressão

Apesar dos avanços, a polícia do Rio ainda precisa de um conjunto de provas para concluir o caso da morte da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. E isso não se constrói facilmente ainda mais num crime tão planejado. Mas passados quase dois meses, é inegável que a pressão por respostas tem aumentado sobre os investigadores.

Primeiro-ministro

O secretário municipal da Casa Civil, Paulo Messina, virou homem forte na prefeitura de Crivella. Passou a comandar as principais ações e a cuidar até de assuntos que estão debaixo do guarda-chuva de outras pastas.