Distribuidoras tornam etanol até 69% mais caro

Em razão da existência das distribuidoras, que atuam como atravessadoras no mercado de combustíveis, o preço do litro de etanol custa 49% a mais em São Paulo, 69% no Triângulo Mineiro, 55% a mais em Goiás e Alagoas, 48% em Salvador e 26% a mais no Recife. O levantamento é da Escola Superior de Agricultura (Esalq) da USP e Agência Nacional do Petróleo (ANP), ao qual esta coluna teve acesso.

O barato fica caro

Em São Paulo, o litro do etanol sai da usina a R$ 1,58, mas ganha 12% de ICMS. É que o governo obriga a usina a entregá-lo ao atravessador.

Custo atravessador

Em razão do ICMS, o etanol sai da usina paulista a
R$ 1,80. É vendido no posto a R$ 2,67, após distribuidor aplicar o lucro, às vezes, de 67%.

País dos absurdos

O governo proíbe a usina de vender seu etanol ao posto no outro lado da rua. O etanol viaja centenas de quilômetros até voltar àquele posto.

Sem intermediários

Usinas querem vender seu etanol diretamente ao posto. Em São Paulo, hoje, sem atravessador e com o lucro do posto, o litro custaria R$ 2,19.

Desabafo de Cuoco expõe exploração dos planos

Repercute nas redes sociais o desabafo do ator Francisco Cuoco, 84, sobre um idoso ser obrigado a pagar
R$ 5 mil por mês para ter plano de saúde. Cuoco nem sequer desconfia, mas o valor que mencionou, em muitos casos, representa metade e até um terço daquele cobrado por operadoras que faturaram no Brasil mais de R$ 178 bilhões em 2017, graças à “ajuda” providencial da ANS, “agência reguladora” do setor.

Senhores absolutos

Porque as operadores queriam, a ANS jogou os brasileiros às feras, desobrigando as empresas de oferecer planos individuais.

Ganância imparável

As operadoras oferecem apenas planos coletivos (ou empresariais), cujo reajuste não tem controle. Aumentam o valor como querem.

Franquia de cinismo

O último golpe é criação de “franquias”, evitando que operadora pague procedimentos até determinado valor, como nos seguros de carro.

Lula já perde por 2 a 0

O voto virtual do ministro Dias Toffoli contra a soltura de Lula sinaliza decisão unânime ou por larga margem na 2ª Turma do STF. Até agora, com o ministro relator Fachin, já está 2 x 0. São cinco votos no total.

Segurança está certa

Fez sucesso de público a atitude da primeira-dama Marcela Temer, jogando-se no lago do Alvorada, de roupa e tudo, para salvar seu cão. Mas a segurança não pode ser punida por permanecer imóvel. Ela é segurança de autoridade e não funcionária para toda obra.

País rico é assim

O governo de finanças combalidas tem dois projetos que liberam R$ 108 milhões para reforma e compra de imóveis do Judiciário e do Ministério Público da União. Coisa de país rico e sem crise.

País de castas e regalias

Entidade de advogados públicos critica o controle de freqüência na Advocacia Geral da União (AGU). Chamou de “retrocesso conceitual”. Deve ser a expressão que define o “direito” de trabalhar se quiser.

Discriminação

O presidente da Ancine, Christian de Castro, adora financiar qualquer porcaria produzida no Rio e em São Paulo por “gênios” do cinema, e trata a pão e água projetos do Nordeste, de Minas e do Espírito Santo.

Ministro sumido

Chama atenção o silêncio do ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, após o desabamento do prédio no centro de São Paulo. Até o chefe, Michel Temer, deu as caras pessoalmente no local do acidente.

Zero comoção

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que se esgoelou contra a morte de Marielle, no Rio, tem sido criticado pelo silêncio nas redes sobre o assassinato do delegado federal Davi Farias de Aragão, executado por bandidos que invadiram sua casa perto de São Luís.

Perdeu importância

“Medidas contra a corrupção” representam só a terceira prioridade (9,3%) para a eleição de 2018, segundo pesquisa do Sindicato das Empresas de Contabilidade (Sescon), com 600 empresários paulistas.

Pensando bem…

…só haverá algum trabalho pra valer, no Congresso, durante o mês de maio, porque depois tem Copa, Eleições e depois… acabou 2018.

Poder sem pudor: o segredo do poder

Empossado governador de Minas, nos anos 1940, Milton Campos marcou audiência com uma comissão de correligionários de Curvelo, à frente o deputado Raimundo Sapateiro, o único trabalhador eleito pela UDN. Como Campos demorou a receber o grupo, Sapateiro acabou cochilando numa confortável poltrona da antessala. O próprio Milton Campos o despertou:

– Então, Raimundo, já conhecia o palácio? Gostou?

– Gostei muito, governador. E só agora entendi por que os políticos brigam tanto pelo poder. É porque ele é muito macio…