Até breve!

Por Diego Casagrande

Prezados leitores, hoje me despeço deste espaço. Trata-se de uma decisão pessoal e em comum acordo com a direção do jornal. Participar do Metro desde seu lançamento foi um desafio e uma honra, o que me deixa feliz. Tudo começou em outubro de 2011. Durante este tempo, devo ter escrito umas 300 colunas, pelas quais recebi muitos elogios e críticas, mas nunca deixei de dizer o que penso com total liberdade.

Quando comecei a escrever aqui Dilma Rousseff tinha assumido a Presidência da República. Depois foi reeleita, virou piada em todas as rodas, arrebentou a economia do país e sofreu o impeachment. Em 2013, grupos de jovens instrumentalizados por partidos de esquerda saíram às ruas para protestar contra o aumento de 20 centavos do ônibus e acabaram desencadeando protestos populares nunca antes vistos. As ruas foram então tomadas por cidadãos sem partido exigindo respeito dos governos. Foi um despertar.

Em 2014, investigando o dinheiro sujo de um doleiro eis que surge a Operação Lava Jato e com ela o juiz Sérgio Moro. Esta talvez tenha sido a melhor notícia desde a Abolição da Escravatura. No mesmo ano, o grupo terrorista Estado Islâmico instituiu seu sangrento califado na Síria e no Iraque. Muitos atentados terroristas se sucederam. O mundo ficou chocado. Em 2016, o bilionário Donald Trump saiu de azarão para vencer todos os prognósticos e abocanhar a eleição nos Estados Unidos. Em 2018, depois de um ex-governador e um ex-presidente da Câmara dos Deputados presos, vimos o intocável Lula ser engaiolado por corrupção e lavagem de dinheiro. Estará mesmo o Brasil mudando?

Neste período também vimos o surgimento com força das redes sociais, das fake news e de uma explosão de violência não apenas na Síria, mas nas ruas do nosso país. Neste espaço vivenciei e dividi com vocês um pouco disso tudo.

As idas e vindas da existência nos reservam muitas coisas. O negócio é tirar de todas o suco que nos aprimora. O filósofo chinês Confúcio dizia que existem três métodos para se atingir a sabedoria ao longo da vida: a reflexão (o mais nobre), a imitação (o mais fácil) e a experiência (o mais amargo). Que eu tenha podido ajudar na reflexão.

Tenho novos projetos pela frente. Agradeço imensamente à Band pela oportunidade de ter estado com vocês. Fiquem com Deus! Até breve!

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