Apostando que cumprirá 7 anos, Dirceu lança livro

Por Cláudio Humberto

Ex-ministro da Casa Civil do primeiro governo Lula, José Dirceu dá os últimos retoques no livro de memórias que fez no cárcere. Escreveu de próprio punho 680 páginas de letras miúdas, que devem render um “tijolo” de cerca de 500 páginas, a ser lançado até junho. Zé Dirceu tem dito a pessoas próximas que deve cumprir pena de prisão talvez por uns sete anos, em regime fechado. Espera sair da cadeia aos 80 anos.

Volume um

No livro, Dirceu conta histórias desde os tempos de criança, passando pelo movimento estudantil, PT, governo e o julgamento do mensalão.

Volume dois

Petista considerado “o chefe da quadrilha” do mensalão, ele já alinhava o segundo volume de sua história, dedicado à Operação Lava Jato.

Prisão na certa

Dirceu prevê cadeia com a certeza quem, dois anos antes, previu para esta coluna que seria preso no mensalão – na época, algo impensável.

‘Minha vida’

O livro de Dirceu vem sendo chamado de “Minha vida”, sem o objetivo de virar elemento auxiliar de defesa. “São apenas memórias”, tem dito.

ANS trama ‘franquia’ e
planos de saúde celebram

Fiel ao impressionante histórico que garante lucros siderais aos planos de saúde e prejuízos aos usuários, a “agência reguladora” ANS está tramando mais uma medida contra os cidadãos: a adoção de “franquia” nos planos de saúde, semelhante ao de seguro de carros. Segundo o mecanismo, celebrado pelas operadoras, além das mensalidades os clientes também terão de pagar por consultas e demais procedimentos.

Robôs sem pai nem mãe

Para a ANS, que parece composta de robôs a serviço das operadoras, a cobrança vai “melhorar” os planos. E aumentar os lucros, faltou dizer.

Abusos na contratação

Entidades de defesa dos consumidores acham que o novo sistema de exploração dos clientes, em gestação na ANS, abre caminho a abusos.

Cliente que se exploda

A “agência reguladora” parece inconformada porque somente 1% dos contratos dos planos adota o sistema de franquia. Quer ampliar.

Marina ajuda Bolsonaro

Marina Silva não deve ir ao cinema ou não viu “Guerra nas Estrelas”. Ela comparou o rival Jair Bolsonaro a Darth Vader, sem saber que, apesar de vilão, é um dos personagens mais queridos da saga.

Reino da esperteza

Não admira que a pelegada sindicalista tente inviabilizar o modelo de gestão privada de entidades sociais sem fins lucrativos em hospitais públicos. Auditoria do Tribunal de Contas do DF na administração direta aponta fraude no ponto e servidores abonando as próprias faltas.

Decadência dos Correios

Morador de Brasília importou cinco lâmpadas LED, que, liberadas de impostos, chegaram ao centro de distribuição dos Correios em 14 de fevereiro. A mercadoria foi entregue em 17 de abril, 63 dias depois.

Capitalismo à brasileira

O laboratório EMS deve estar mudando de ramo: há 9 meses ignora encomendas da Secretaria de Saúde do DF do remédio Entacapona 200mg, para doença de Parkinson, em falta na Farmácia de Alto Custo.

Comendador Emmanoel

O ministro Emmanoel Pereira, dos mais queridos no Tribunal Superior do Trabalho, será distinguido nesta sexta (20), ao meio-dia, com a Ordem de Rio Branco, grau de grande oficial, por relevantes serviços prestados na área de conciliação, quando foi vice-presidente do TST.

Senador quebrado

Se não era propina, Aécio Neves teria que se desfazer de todo o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral em 2014 para devolver os R$ 2 milhões que ele teria pedido emprestados a Joesley Batista.

Olha o nível do debate

Enquanto o ministro Carlos Marun (Governo) chamava Randolfe Rodrigues (Rede-AP) de “vassalo do Ministério Público”, o senador replicava com “pitbull amestrado”.

Ideias do Alvaro

O senador Álvaro Dias (PR), pré-candidato do Podemos à Presidência da República, será o convidado do portal Money Report para um talk show da “Série Eleições 2018”, quarta-feira (25).

Pensando bem…

…se Maluf tivesse sido preso quando cometeu o crime, a pena já teria sido cumprida e nem haveria necessidade de habeas corpus.

Poder sem pudor: a origem dos charutos

Deputado da UDN gaúcha, o general Flores da Cunha escandalizou a Câmara ao defender o presidente Getúlio Vargas da acusação do líder da bancada, Carlos Lacerda, de ser conivente com a corrupção. Getúlio ficou encantado e mandou uns charutos para o general, mesmo temendo sua reação. O funcionário do Catete encontrou-o numa roda de parlamentares:

– Trago uns charutos que o presidente mandou.

– Que presidente, meu filho? – respondeu, fazendo-se de desentendido.

– O presidente do Flamengo
– inventou o cuidadoso portador.

– Ah, bom. Então me dê os charutos.

 

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