Suspeita é que passaporte serviria à fuga de Lula

Por Cláudio Humberto

A suspeita de investigadores é que o passaporte e outros pertences de Lula, furtados em Curitiba, estariam em poder de auxiliar petista com papel central em um provável plano de fuga para outro país. Na data do julgamento do seu habeas corpus no Supremo Tribunal federal, 22 de março, Lula estava com sua “caravana” no sul gaúcho, bem próximo à fronteira com o Uruguai. “Costeando o alambrado”, como se diz no sul.

Adiou, abortou

O adiamento do julgamento do habeas corpus, provocado por uma  viagem do ministro Marco Aurélio, teria abortado a operação de fuga.

Acenos para fuga

Em discurso no sindicato de São Bernardo, antes de entregar-se, Lula citou os acenos à fuga enquanto estava na fronteira com o Uruguai.

Monitoramento

Viaturas da Polícia Rodoviária Federal escoltando a “caravana” de Lula, também teriam o papel de mantê-lo sob monitoramento.

Caso pensado

O julgamento do habeas corpus, duas semanas depois, deu tempo a Lula para planejar a “resistência”, entocando-se na sede do sindicato.

Alckmin ‘tucanou’ a pretendida expulsão de Aécio

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, presidente do PSDB, está tentando “tucanar” a pretendida expulsão do senador Aécio Neves, revelada com exclusividade nesta coluna. Em vez de uma exclusão, Alckmin prefere tentar convencê-lo a desistir da sua candidatura em outubro, a senador ou a deputado. A pressão se intensificou após Aécio tornar-se réu por corrupção e obstrução à Justiça, no Supremo.

Temor é a rebordosa

Tucanos paulistas defendem a expulsão de Aécio, preocupados com os efeitos eleitorais, para o PSDB, do seu envolvimento na Lava Jato.

Fora da eleição

Alckmin acha que Aécio deveria desistir de qualquer candidatura “para se defender” no processo. Sem mandato, ele perde o foro privilegiado.

Doria silencia

Os principais líderes do PSDB-SP evitam o tema. Indagado sobre a pretendida expulsão, o candidato a governador João Doria fez silêncio.

Conselho de recesso

Até agora, o conselho de ética do Senado não emitiu qualquer sinal de submeter a investigação o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que o Supremo Tribunal Federal (STF) transformou em réu por corrupção.

Afronta à Constituição

O desembargador Souza Prudente, do TRF-1, manteve a suspensão do contrato entre Telebrás e a americana Viasat Inc. para operar 100% da capacidade do único satélite brasileiro (SGDC). Prudente disse que a contratação de uma estrangeira, neste caso, “afronta a Constituição”.

Adversário escolhido

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) notou que a “esquerda” já não hostiliza o candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ) evitando desgastá-lo porque o “escolheu” para enfrentar e derrotar no segundo turno.

É apenas um detento

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) acusa a Justiça de negar a Lula o direito de receber visitas. Ela sabe que isso não é verdade. O ex-presidente é tratado como hóspede, mas é apenas um detento cumprindo pena, e submetido às regras do sistema penitenciário.

A questão é falta de votos

A oposição alega a intervenção no Rio para tentar barrar a tramitação da PEC que libera a prisão após condenação na segunda instância, mas o relator Rubens Bueno (PPS-PR) apresenta o parecer em maio.

Lucro bilionário

A Mega Sena tem se mostrado excelente negócio, principalmente para a Caixa, que este ano já arrecadou R$ 1,4 bilhão com as apostas dos sonhadores e pagou apenas R$ 418 milhões em prêmios.

Vale mais votos

A Câmara cancelou a votação do projeto que proíbe contingenciamento de recursos para pesquisas científicas na Saúde, mas encontrou tempo para aprovar lei que faz de Cunha (SP) a capital nacional da cerâmica.

Recurso do recurso do recurso…

São quase inesgotáveis os recursos em processos criminais. Um batedor de carteira com uma advogado mediano pode interpor até 39 recursos, antes de começar a cumprir pena. Se começar a cumpri-la.

Pensando bem…

…a infinidade de recursos e manobras para postergar o trânsito em julgado às vezes beneficiam mais os advogados que os réus.

Poder sem pudor: regime ilícito

Amigo de Getúlio Vargas e assessor de imprensa de João Goulart, o jornalista gaúcho Rivadávia de Sousa foi preso nos tempos de ira do regime militar, em 1968. O obtuso que o interrogava atacou:

– O que o senhor sabe sobre enriquecimento ilícito no
governo de Jango?

Ele, topetudo e indignado, respondeu na bucha:

– Nada. Eu é que quero
saber quem é hoje o responsável pelo meu empobrecimento ilícito!

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