Biotecnologia na moda

Por Alexandra Farah

“Daqui alguns anos, vamos olhar para trás e dizer: não acredito que um dia matamos animais para comer e para vestir. Isto vai acontecer com certeza e vai parecer brutal e, incrivelmente, arcaico. Hoje, com a tecnologia que temos, já conseguimos criar esses produtos em laboratório sem precisar matar animais.”

A coluna conversou em Nova York com Suzanne Lee, estilista e uma das estrelas da nova moda que se aproxima da biotecnologia. Suzanne e Andras Forgacs, engenheiro especializado em pele, estão a frente do Modern Meadow, laboratório de Nova York que acaba de lançar (para estilistas e marcas) seu primeiro produto, o couro Zoa.

A aparência e o toque são de couro natural mas não há um animal envolvido no processo. Inovação de verdade – não confundir com couro sintético, que na verdade é um plástico. O Zoa “nasce” com base em uma mistura de colágeno e fermentação. Cresce “naturalmente” tingido na cor desejada e é biodegradável. Sua produção é limpa e sustentável.

Até o momento, o vestuário tira toda a matéria-prima da natureza. Da agricultura vem o linho e o algodão, do petróleo, o plástico e poliésteres e da pecuária, o couro e as peles. Com o aumento do consumo, não dá para continuar assim. Juntas a moda e a biotecnologia propõem inovações de verdade.

Coluna Alexandra Farah 19 de abril de 2018
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