Intervenção tira Cabral do trono

A decisão da Secretaria de Administração Penitenciária, sob o comando da intervenção federal, de enviar Sérgio Cabral para um presídio em Bangu serviu para mostrar que já se foi o tempo em que ele mandava e desmandava no Rio.

O Supremo Tribunal Federal não determinou onde o ex-governador deveria ficar preso.

Com isso, ficou aberto o caminho para mandar um recado ao grupo político que ainda controla o Estado do Rio de que as decisões não são mais políticas e que o atual governador Pezão não dá mais as cartas.

Em Bangu, a vida é bem mais difícil do que em Benfica, onde foram colocados colchões novos, celas reformadas e etc…

Clima azedou

Hoje, o secretário de Segurança Richard Nunes se reúne com o governador Pezão. Um dos temas deve ser a devolução de PMs cedidos a outras instituições. A Assembleia Legislativa resiste em mandar de volta 87 agentes da corporação. Isso criou uma baita saia justa e o clima azedou com a Alerj. Mas não há volta. A intervenção bateu o pé e exige os policiais de volta. Que assim seja!

Notinha

Destino da Cedae.
Composto por Concremat, Banco Fator e VG&P, o consórcio contratado pelo BNDES para formatar o modelo de concessão da Cedae já visitou quase todos os municípios do Estado onde a estatal opera água e esgoto. Em agosto, um plano será apresentado com opções de modelos de contrato para o Governo do Estado decidir qual vai seguir. Dentro do Palácio Guanabara, há resistência em se desfazer de toda a Cedae. Espera-se chegar a um meio termo com a possibilidade de a estatal permanecer com o controle de alguma parte da operação atual.

A propósito. Enquanto se define o futuro da Cedae, a estatal toca obras para levar água a todos os mais de 2 milhões de moradores da Baixada Fluminense. Será inaugurado na semana que vem um reservatório para os 50 mil moradores de Cabuçu, em Caxias. Promete resolver o abastecimento na região. A entrega é parte do investimento de R$ 3,4 bilhões, financiado pela Caixa Econômica Federal.

Descarrilou. Aos 47 do 2o tempo, melou a negociação da venda da SuperVia ao fundo árabe Mubadala. As conversas estavam avançadas, mas esfriou. A Odebrecht segue operando os trens urbanos do Rio, mas se pintar proposta interessante, vende no dia seguinte.