Um Brasil 'mais normal'

A prisão de um ex-presidente ladrão, em qualquer lugar do mundo, é sempre traumática visto que deixa a sociedade em profunda tensão. Deveria ser algo comum. Roubou, fez trampa, recebeu propina? Cadeia nele! Mas não é assim – ou não era. A história nos mostra que em países em desenvolvimento como o nosso é muito difícil colocar as mãos em malfeitores da política. O poder da caneta, a influência junto aos tribunais e o conluio com empresários poderosos torna a tarefa hercúlea. Quando isso acontece é algo absolutamente novo e disruptivo. E não é que conseguimos no Brasil?

A prisão de Lula, condenado a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro, alça nosso país a um novo patamar: o das nações que não aceitam o crime como forma de fazer política. No caso dele, ficou escancarado o recebimento de R$ 2 milhões em propina por meio de um apartamento tríplex com benfeitorias. A violência da corrupção que afronta uma sociedade inteira começa a ser punida.

Ao longo deste processo todo, que surge com a Operação Lava Jato há quatro anos, Lula e seus asseclas desrespeitaram a nação. Ao mesmo tempo em que ameaçavam com discursos de ódio, zombavam de procuradores, juízes e todo o grupo que trabalha pela Justiça. Foi algo nunca visto. Por isso a prisão de Lula não foi algo “triste para o país e a democracia”, como logo correram para dizer políticos e jornalistas amiguinhos da esquerda. Essa bobagem foi repetida à exaustão. Mas duvido que qualquer povo decente do mundo fique triste quando consegue colocar seus bandidos poderosos na cadeia. O resto é pura hipocrisia.
Lula não tem mais o povo ao seu lado. As manifestações de choro e ranger de dentes contra a prisão eram de militantes, não do povo. Este quer e precisa trabalhar olhando para o futuro, não fazendo parte de uma ópera bufa sabendo quem são os vilões.

Dia 7 de abril de 2018 entrou para a história. Sugiro batizar a data como o “Dia Nacional de Combate à Corrupção”. Coisa linda ver um Lula, um Palocci, um Eduardo Cunha, um Gim Argello, um Sérgio Cabral, um Odebrecht e tantos outros pagando por seus crimes. E ainda falta gente nesta lista. Aguardemos! Como disse Diogo Mainardi, com a prisão de Lula está nascendo “um Brasil mais normal”.