Justiça decreta fim da impunidade: Lula na cadeia

Por Cláudio Humberto

Foram necessários 566 dias de dedicação total e de muita paciência, na Justiça brasileira, para que finalmente coubesse ao juiz Sérgio Moro o papel histórico de fincar mais um prego no caixão da impunidade de políticos que se locupletam do poder público. Em obediência ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Moro determinou que Lula, condenado a 12 anos e 1 mês, inicie o cumprimento da sua pena.

Só vendo para crer

A prisão do político populista mais poderoso e mais corrupto da História do Brasil é um marco, mas é preciso ver Lula preso para acreditar.

Influência até no STF

Os tentáculos da influência de Lula invadiram o Supremo Tribunal Federal (STF), que, por muito pouco, quase lhe garantiu impunidade.

Viva a Justiça do Brasil

Moro, juízes do TRF-4 e do STF e STJ sofreram ao longo do caso Lula as ameaças mais covardes, inclusive às suas família. E resistiram.

Tortura, não

O chato de galocha Eduardo Suplicy se ofereceu para fazer companhia a Lula na cadeia, e cantar para o ex-presidente todo o seu repertório.

Lula encontrará velhos amigos na penitenciária

Ao ser transferido da cela da Polícia Federal para a penitenciária de Curitiba, o presidiário Lula não se sentirá sozinho. Reencontrará velhos amigos e até cúmplices de malfeitorias, como o ex-ministro Antonio Palocci. Também estão em Curitiba, o ex-tesoureiro do PT e seu compadre João Vaccari Neto e até Aldemário Pinheiro, vulgo “Léo”, aquele presidente da empreiteira OAS que o presenteou com o tríplex.

Primeira parada

O ex-senador Gim Argello e o ex-deputado André Vargas (ex-PT) também continuam com endereço fixo em Curitiba.

Peixe grande

O empresário e rico herdeiro Marcelo Odebrecht deixou sua marca no presídio. Encarregava-se do serviço de varrer as instalações.

Já estiveram lá

O doleiro Alberto Youssef, e os ex-executivos da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada também ficaram por lá.

Tratamento cerimonioso

Ao contrário dos demais corruptos presos em Curitiba, Lula terá cela especial com banheiro exclusivo e água quente. Com tanta deferência, vai demorar a exercer o direito de pedir transferência para Tremembé (SP), o presídio das celebridades bandidas, próximo ao seu domicílio.

As coisas mudaram

Lula encontrou Sérgio Moro pela primeira vez em 10 de maio de 2017, para ser interrogado. Arrogante, colocou 20 mil mortadelas tentando intimidar o juiz. Agora ele volta à cidade para cumprir pena de prisão.

Lugar na História

Sérgio Moro iniciou em 19 de setembro de 2016 o caso do tríplex do Guarujá. Um ano e meio depois, e com centenas de páginas de provas e documentos, Lula vira o primeiro ex-presidente preso por ladroagem.

Crime em Brasília

Delinquentes a serviço da CUT atacaram o carro de reportagem do jornal Correio Braziliense, de Brasília no início da noite desta quinta (5) histórica. Fascistas, atacam trabalhadores que noticiam seus malfeitos.

Republicana de banana

Com os bens bloqueados, Gleisi Hoffmann (PT-PR) insultou a Justiça afirmando que o Brasil virou “republiqueta de bananas”. Ela deve achar que a impunidade para ladrões e propineiros dignifica um país.

Isto não vai dar certo

Ao tentar elogiar, o ministro Dias Toffoli avigorou as críticas às audiências de custódia, que desde a sua criação liberou em 24 horas 116 mil presos em flagrante (45% do total) a voltar ao crime.

Picaretagem imparável

É imparável a picaretagem de empresas de telemarketing que simulam ligações, desligando quando atendidas, para enganar quem as contrata e atormentar infelizes cujos números de celular eles capturam. Enquanto isso, a “agência reguladora” Anatel se omite, como sempre.

Na onda do Netflix

Estudo FGV/DAPP mostra que Marina Silva, pela primeira vez em meses, registrou leve aumento no volume de interações no Facebook. Mas só porque ela comentou a série “O Mecanismo”, do Netflix.

Pensando bem…

…a realidade é muito mais emocionante que a série “O Mecanismo”, do Netflix.

Poder sem Pudor: As Razões de Figueiredo

O empresário brasileiro Ciro Batelli, radicado em Las Vegas, antigo batalhador pela legalização do jogo no Brasil, certa vez encontrou o então presidente João Figueiredo no hotel Cad’Oro, em São Paulo. O general colocou o braço sobre seu ombro para dar uma explicação e fazer uma confissão:

– Tenho te visto dando dignidade ao que defendes. Não sou contra cassinos. Os milicos não ganham tanto quanto dizem, por isso nunca entrei num cassino. Sou contra por comodidade. Se aprovar, vou ter que dar 419 cassinos para os 419 f.d.p. da Câmara dos Deputados! Por isso sou contra.

Atualmente a Câmara dos Deputados tem 513.

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