Se mensalão for o padrão, STF manda soltar

Por Cláudio Humberto

Maior caso de corrupção da História antes da Lava Jato, o Mensalão relatado pelo ministro Joaquim Barbosa rendeu 26 condenações de figurões do governo Lula, mas o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) se encarregou da pizza, reduzindo penas, mandando para o regime aberto e até perdoando condenações de corruptos notórios. Se a história se repetir, Lula tem tudo para garantir a impunidade.

Livres

O mensalão estourou em 2005. As primeiras condenações foram em 2008. Condenados como José Dirceu e José Genoino estão livres.

Leves

O “dono” do PR, Valdemar Costa Neto, o petista João Paulo Cunha e o “denunciante” do PTB Roberto Jefferson também estão soltos.

Soltos

Premonitório, Delúbio Soares disse que o Mensalão ia virar piada de salão. Ele e Henrique Pizzolato, que fugiu para a Itália, estão livres.

Mesmo time

Os ministros Luís Barroso e Gilmar Mendes brigam, mas têm atuação semelhante na soltura de condenados do Mensalão e da Lava Jato.

STF nunca foi tão execrado.
É a democracia.

Raramente o Supremo Tribunal Federal (STF) foi tão execrado em sua história, após a “pizza provisória” que negou a própria jurisprudência para beneficiar Lula, o corrupto, na semana passada. É bom se habituar com a vibrante democracia brasileira. No Reino Unido, há séculos, mídia e chargistas ridicularizam poderosos, sem cerimônia. Faz parte do jogo democrático e mantém suas excelências espertas.

Pior na ditadura

Pior, no Brasil, foram os tempos de medo, censura, autocensura. Nem mesmo ministros de tribunais superiores ficaram imunes à truculência.

Seres falíveis

Ministros são homens e mulheres falíveis. Farão e dirão bobagens, e pagarão preço alto por isso, ouvindo críticas, gritos e gozações.

Ditadura da liberdade

Na democracia, ninguém está acima da lei, da crítica ou da gozação, mesmo grosseira. Nesse caso, a lei é o limite. É preciso ter paciência.

Não agradou

Ninguém diz a ela, até por gentileza, mas no STF e entre advogados não se encontra quem sinceramente tenha gostado do pronunciamento da ministra Cármen Lúcia. Tardio, fraco, cabisbaixo.

Quem paga?

A informação circula entre estarrecidos criminalistas que atuam em outros processos da Lava Jato: somaria R$52 milhões o “orçamento” disponibilizado pelo PT para a defesa do ex-presidente Lula.

Provou, tá provado

É falsa a alegação de que a prisão após condenação em segunda instância nega o princípio constitucional da presunção de inocência. A condenação confirmada em segunda instância resulta da aceitação definitiva das provas do processo, lembram experientes magistrados.

Agressões covardes

O ex-ministro Marcelo Ribeiro considera covardes os ataques e insultos ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. E que só a punição dos mal-educados, prevista em lei, protegerá a instituição.

Bancada dos enrolados

Valdir Raupp (RO) é o candidato dos enrolados da Lava Jato, tipo Renan Calheiros, à liderança do MDB no Senado. Terá de derrotar Simone Tebet (MT), que tem o apoio do presidente Michel Temer.

Só fazendeiro pode

Jerônimo Goergen (PP-RS) processou Lula por ter dito que fazendeiros “têm dois prazeres, quando recebem dinheiro e quando dão calote”. Mas o deputado não é “parte legítima” (fazendeiro) para ajuizar a ação.

Quase não se fala

Márcio Schiefler Fontes pediu na reunião do Conselho Nacional de Justiça que sua presidente, Cármen Lúcia, registrasse solidariedade à família de Caroline Plescht, soldada da PM catarinense, executada em Natal. Sem comoção: ela não é militante negra, gay ou esquerdista.

É o melhor

O espetacular gol de bicicleta de Cristiano Ronaldo, ontem, na vitória de 3×0 do Real Madrid sobre a Juventus, colocou nas mãos do craque o Prêmio Puskas, do gol mais bonito, e o 6º título de Melhor do Mundo.

Era da incerteza

Se 1º de abril é o Dia da Mentira, 3 de abril é o Dia da Verdade e o dia 4 de abril pode virar o Dia do Talvez.

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