Interventor vai rever licenças de policiais

Por Rodolfo Schneider

Descontraído como poucas vezes foi visto, o general interventor Braga Netto participou de um encontro com empresários na Associação Comercial do Rio. Respondeu a todas as perguntas, brincou em alguns momentos e deu um amplo diagnóstico da área da segurança que herdou do governo Pezão. Seguem os principais pontos:

 

Dinheiro liberado

O valor de R$ 1,2 bilhão liberado pelo Governo Federal será usado para compra de insumos, manutenção de frota e armas, coletes e materiais básicos do dia a dia dos policiais.

Licenças médicas e PMs cedidos

Os 1,6 mil PMs de licença serão convocados para nova perícia nas Forças Armadas e, caso sejam liberados, voltam ao trabalho. E já está pronto o estudo para convocar de volta os cedidos a outros órgãos. Será em 4 fases. Nem todos irão retornar. O general citou, por exemplo, os policiais civis da escolta do juiz federal Marcelo Bretas. Casos como esse serão mantidos. Mas situações absurdas vão acabar. Também está fortalecendo as corregedorias. E informou que o Estado prometeu contratar 1 mil PMs este ano e pagar os atrasados da área de Segurança até 15 de abril. A corporação perde 1,3 mil por ano e não contrata ninguém há três anos.

Índices de criminalidade

O general afirma que estão caindo desde o início do ano os roubos de rua, de veículos e crimes de letalidade violenta. Mas admite que a sensação de insegurança continua. Por isso, determinou patrulhamento das Forças Armadas nas ruas.

UPPS

Todas estão sendo revistas. As das favelas da Vila Kennedy e Batan serão as primeiras. O contingente será deslocado para o Batalhão da área e o número de UPPs vai diminuir. Algumas vão acabar e outras se tornarão postos policiais.

Blitzes

O interventor disse que vai avaliar se pode baixar norma e extinguir blitzes (mantendo apenas a Lei Seca). Ele não quer a PM parada em pontos da cidade, sem patrulhamento.

Mortes de bandidos

“Quando a polícia mata, só abre vaga do quadro de acesso. Não resolve. A morte pode acontecer em reação aos criminosos em confronto, mas não soluciona”, disse o general.

Mudança

O general quer recuperar os laços da PM com a população. Para isso, acredita que os agentes precisam melhorar postura e comportamento com os cidadãos. E disse: “Instituição que não tem disciplina e hierarquia é um bando”. Ao fim da apresentação, o general foi ovacionado. Ninguém sabe o resultado final da intervenção, nem o próprio Braga Netto, mas os aplausos significam a esperança do povo fluminense em qualquer aceno de algo melhor do status quo.

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