CPI da cotovelada

Por Rose Guglielminetti

A instalação da CPI da Saúde por pouco não acaba em empurra-empurra na sessão de ontem na Câmara. Paulo Galtério (PSB), Pedro Tourinho (PT), Gustavo Petta (PCdoB) se acotovelaram numa disputa pelo microfone de aparte. Galtério acusou os colegas de o impedirem de falar. Quando conseguiu, chamou a CPI proposta por Tourinho de “oportunista”. Disse ainda que o petista havia se recusado a assinar a CPI proposta pelo Tenente Santini (PSD). Tourinho desmentiu o colega. “Eu assinei, sim. O senhor está mal informado”, disse.

Os vereadores da oposição foram ao ataque. “O que vocês estão esperando para abrir a CPI”. perguntou Santini (PSD). “Se tiver novas prisões, a gente não vai precisar mais de CPI. Nós precisamos de CPI agora”, argumentou.

O vereador Marcelo Silva (PSD) citou frase do promotor Daniel Zulian, segundo o qual, o contrato de gestão da Vitale “estava permeado pela corrupção”. O líder do governo na Câmara, Marcos Bernardelli (PSDB), argumentou que o “MP tem mecanismos de investigação que a Câmara não tem”, avalia.

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O prefeito Jonas Donizette (PSB) divulga amanhã um pacote de 50 obras e ações que estão sendo desenvolvidas pelo seu governo. A lista irá trazer obras de novos centros de saúde, creches, novas câmeras inteligentes para auxiliar na segurança, avanço nas obras do BRT (sistema de ônibus que vai ligar o Centro às regiões do Campo Grande e Ouro Verde), novas ciclovias e novidades sobre a revitalização do Centro de Convivência, etc. A divulgação se dá seis dias depois da segunda fase da operação Ouro Verde – que prendeu quatro pessoas, entre elas, dois ex-servidores da Prefeitura de Campinas. Na Câmara, a oposição tenta emplacar uma CPI para apurar as denúncias investigadas pelo Ministério Público. 

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