A Cavalaria...

Por José Luiz Datena

A intervenção no Rio de Janeiro não deu certo. Não, não deu. Colocaram as Forças Armadas numa encruzilhada legal onde ela não pode nem deve fazer papel de polícia. Primeiro, porque melhor mesmo é recuperar as polícias do Rio é isto o interventor está tentando fazer. Mas os generais não vão e nem devem mesmo colocar soldado para trocar tiro com bandido sem salvaguardas legais.

Leia mais:
Ato na Paulista homenageia Marielle e critica intervenção no Rio
Marcha da maconha terá como pauta intervenção federal no Rio de Janeiro

Por isso, a transição é lenta. Pode esquecer: tanques e outros blindados não vão entrar nas comunidades em guerra aberta – salvo algo ainda mais inesperado e ainda não desvendado, como o caso Marielle, aconteça. Neste domingo, quando a coluna foi escrita, não havia novidade.

Há que se esperar para ver como a coisa termina em dezembro, depois das eleições majoritárias. Até agora, o que está bem claro, é que o crime se combate com inteligência de polícia bem armada – e dignamente paga. Acima de tudo isso está a lei, que só acoberta bandido eleito ou não.

O Brasil precisa de um código penal adequado ao período de violência que passamos, de um sistema penitenciário que faça o bandido de alta periculosidade cumprir pena, de fato. Hoje, a maioria dos que estão dentro das cadeiras desiste de qualquer chance de recuperação, pois se torna refém do crime organizado lá dentro.

Precisamos de controle de fronteiras, para coibir o contrabando de armas e o tráfico de drogas, e controle das nossas estradas, por onde viajam todo o tipo de porcaria que alimenta o crime. Fora isso, que parece fácil e não é, pode chamar a cavalaria que não vai adiantar.

Contenido Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo