Violência sem limites

Por Diego Casagrande

O brutal assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, escancarou – de novo – nossas chagas. Primeiro, a violência sem limites, sem controle ou repressão à altura. O Brasil se transformou em zona livre para a pistolagem em boa parte do seu território. O acesso que a bandidagem tem às armas e munições de guerra talvez não tenha precedentes no mundo. Armas ilegais entram por tudo e caem nas mãos dos bandidos, enquanto o cidadão de bem, aquele que tem de provar equilíbrio emocional, aptidão e bons antecedentes, fica a ver navios.

Segundo, a existência de uma legislação penal porca. Códigos que não desencorajam ninguém a cometer barbáries, feitos sob medida para os fora da lei. Os bandidos sempre poderão contar com benefícios dentro dos presídios e progressões de pena para sair. Casas prisionais para detentos perigosos deveriam ser administradas com regime militar e sem regalias. Isso, hoje, só acontece em alguns lugares e desde que o juiz seja convencido da necessidade.

Terceiro, a incrível capacidade que aqueles que fazem o jogo do crime – deliberado ou não – tiveram de se infiltrar na política, no Judiciário, no jornalismo e em todo o aparelho de Estado. Após a barbárie do duplo assassinato, nem bem os cadáveres tinham sido sepultados e já eram ouvidos gritos contra as polícias militares, contra o Exército, contra Temer, contra o capitalismo e contra aqueles que pensam diferente. Afoitos e contaminados pela ideologia, muitos passaram a dizer que tinha sido a polícia, como se não pudesse ter sido gente do tráfico, das milícias ou mesmo algo passional. Investigação parece não importar nestas horas. A patética Dilma Rousseff chegou a dizer que se tratava de mais um capítulo do “golpe”. Enquanto isso, setores da mídia trataram de canonizar Marielle, como se o mundo que ela defendia devesse ser aceito, sem restrições, por toda a sociedade. Eu a respeito, mas não concordo com boa parte das ideias que abraçava. Parece que os pobres do Rio também não concordavam. A grande votação dela foi nas zonas ricas e abastadas.

Por fim, defendo que crimes com tal premeditação e crueldade deveriam ser punidos no mínimo com prisão perpétua. Infelizmente, do alto de suas bolhas ideológicas, ninguém de esquerda concorda comigo. Por isso estamos assim.

Contenido Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo