Cláudio Humberto (Brasília)

Por Cláudio Humberto

Telebrás entregará satélite brasileiro aos EUA

A brasileira Via Direta Telecomunicações ingressa nesta sexta-feira (16) com ação na Justiça Federal para suspender um escandaloso contrato de exclusividade em que a estatal Telebrás entrega à empresa Viasat Inc, dos Estados Unidos, a exploração do satélite SGDC em banda Ka, no qual o Brasil investiu R$ 4 bilhões para dar segurança a informações governamentais e para “democratizar a internet” no Brasil.

Brasileiro para quê?

A americana Viasat Inc terá controle sobre informações do governo, inclusive militares, tornando-o ainda mais vulnerável à espionagem.

Mamão com açúcar

Os americanos só precisam investir US$ 5 milhões em equipamentos de banda-base para faturar US$ 1,5 bilhão explorando o satélite SGDC.

Escondendo o jogo

A Telebrás confirma a entrega da operação do satélite à empresa americana, mas se recusa a informar seu valor e outros detalhes.

Muito estranho

O Ministério das Comunicações e a Telebrás estimularam empresas brasileiras a investirem para operar o satélite. Depois desconversaram.

Maia dá força ao PT e cria ‘liderança da oposição’

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), atendeu a pedido do PT e criou a “Liderança da Oposição”, incluindo nove vice-lideranças e diversos aspones, em contraponto à Liderança do Governo. Não esclareceu quanto sua decisão custará aos contribuintes, insistindo que estaria vedado “qualquer aumento de despesa”. Faltou esclarecer como evitar gastos com os novos gabinetes e novos assessores.

Mais despesas, claro

O líder da Oposição ganha R$ 1.353,04 de “adicional” de despesas a serem ressarcidas pelo contribuinte otário. Cada vice-líder também.

Ponto, PT

Com a decisão de Maia, o PT ganha a Liderança da Oposição, chefiada por José Guimarães (PT), e o PDT herda a “Liderança da Minoria”.

PT elegeu Maia

Para tucanos, Rodrigo Maia está “pagando” o apoio que recebeu do PT na sua eleição para a presidência da Câmara.

Matadores covardes

Independentemente do que dizia e de como o fazia, a vereadora Marielle Franco, executada no Rio, tinha a coragem de assinar em baixo, dar a cara, bem diferente dos seus assassinos covardes.

Zero-um em campanha

O deputado Marcelo Freixo, o zero-um do PSOL no Rio, disse ontem à rádio Bandeirantes que a Polícia Civil “tem total condição” de apurar a morte da vereadora e que é preciso dar força ao trabalho dos policiais.

Farinha do mesmo saco

Chamou atenção, no caso do assassinato da vereadora no Rio, a profusão de ONGs e políticos oportunistas que tentaram tirar partido da tragédia. Tanto quanto quaisquer políticos conservadores.

Gafe no Itamaraty

O Itamaraty se referiu a “República da Irlanda” em nota oficial sobre o agrément do embaixador do país em Brasília, Séan Hoy, ignorando que o nome correto é Irlanda. Sem “República”. Há 81 anos.

Essa conta não fecha

Na Câmara Legislativa do DF, soma R$ 200 mil mensais a verba de gabinete que banca assessores. Na Câmara federal, essa despesa, que surpresa, representa menos da metade: R$ 92 mil por mês.

Já é federal

O ministro Raul Jungmann (Segurança) precisou lembrar que, “a rigor, a investigação já está federalizada” da morte da vereadora carioca, depois de a PGR Raquel Dodge solicitar a adoção dessa medida.

Cada centavo

O deputado Tiririca (PR-SP), que precisou de dois mandatos para descobrir que era peixe fora d’água, não abre mão de nada. A Câmara registra seu pedido de ressarcimento de despesas no valor de R$ 0,19.

Atração turística

O juiz federal Sérgio Moro será homenageado, em Nova York, pelo trabalho à frente da Lava Jato e já tem empresa de turismo anunciando pacotes com direito a passagem aérea, hospedagem e mesa no jantar.

Pensando bem…

…caiu a ficha: o presidente Michel Temer percebeu ontem que a intervenção federal fez da criminalidade do Rio assunto de governo.

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