Em Brasília, 648 servidores recebem acima do teto

Por Cláudio Humberto

Em janeiro deste ano, a folha de pagamento do governo do Distrito Federal continha 648 servidores recebendo bem mais que os ministros do Supremo Tribunal Federal, cujos salários são o teto salarial permitido pela Constituição. Eugenio Barboza, auditor de Atividades Urbanas da agência fiscalizadora Agefis, recebeu R$ 303.453,64 líquidos, maior valor pago em janeiro. Outros sete servidores receberam acima de R$ 200 mil e ainda há 36 que embolsaram mais de R$ 100 mil em um mês.

Folha bilionária

Os salários do governo do DF custam R$ 1,6 bilhão mensais, distribuídos entre 211 mil servidores da ativa, aposentados e pensionistas.

Salários elevados

Os servidores do governo do Distrito Federal recebem em média R$ 7,6 mil por mês líquidos. Correspondem a oito salários mínimos.

Marajás do lixo

No Serviço de Limpeza Urbana (SLU), que recolhe o lixo de Brasília, são 36 servidores acima do teto – e 9 deles receberam mais de R$ 100 mil.

Marajás livres

O governo do DF afirma estar impedido pela Justiça de aplicar o abate-teto nos salários de marajá nas estatais, e que aguarda decisão do STF.

João do Pulo já era

Como esta coluna antecipou em 13 de fevereiro, o embaixador João Carlos Souza-Gomes, o “João do Pulo”, não retornará à missão junto à FAO, órgão da ONU de combate à fome. Respondendo por assédio sexual, ele ficará afastado por mais 35 dias. E será aposentado.

BB não evita fraudes e desperdiça R$ 320 milhões

O Banco do Brasil revela em seu demonstrativo contábil que gestão incompetente custa muito caro: registrou prejuízo de R$ 319,2 milhões provocado por fraudes, falhas e “outras perdas”, incluindo saques e compras com cartões clonados dos correntistas. As fraudes milionárias são criminosas, mas estão disfarçadas no demonstrativo pela expressão contábil que minimiza sua gravidade: “outras despesas operacionais”.

Melhora a conta gotas

Em 2016, as fraudes somaram R$ 327,7 milhões, 2,6% a mais que em 2017. Pode ter melhorado, mas pode ser mera “margem de erro”.

Juros abusivos

Os juros abusivos ficam mais evidentes nos descontos concedidos pelo BB nas renegociações: o banco abriu mão de R$ 1,44 bilhão em 2017.

Gasto detalhado

Na Caixa, apenas com os dados do primeiro semestre de 2017, as perdas com saques fraudulentos chegaram a R$ 45 milhões.

Ladeira abaixo

O Brasil virou baixo clero no cenário internacional, após os escândalos de corrupção, ao menos para a revista ‘The Economist’. Mesmo com as campanhas no Brasil, o foco da revista foi para eleição em El Salvador.

Tudo combinado

Após ter sido laçado do limbo político pelo presidente Michel Temer, que o fez presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM) já avisou vai disputar a presidência. “Mesmo se Temer for candidato”, disse ele. Parece que não, mas essa aparente alfinetada é combinada com o alvo.

Estranho levantamento

Na lista das 50 cidades mais violentas do mundo, o Brasil colabora com 17 cidades, segundo estudo anual de um Conselho de Cidadania do México, e o Rio não está entre elas. E só há 12 cidades mexicanas.

Lógica torta

Circulou nas redes sociais o cartaz, pendurado nas lojas da McDonald’s, informando que abriu as portas no Dia Internacional da Mulher com “equipe 100% feminina”. Ou seja, deu folga aos homens.

Há vagas

Anima quem procura de trabalho a alta de 10% nas vagas de emprego do Sine (Sistema Nacional de Emprego), nos dois primeiros meses de 2018 em relação a 2017. São 178,6 mil chances de contratação.

Óleo milionário

A Petrobras vai bancar 180 mil litros de óleo de motor e mil litros de óleo de câmbio para os carros da Stock Car nas 12 corridas de 2018. Se fossem comprar isso no varejo, as equipes gastariam R$ 6,89 milhões.

Melhora foi maior

Um erro de digitação fez a Confederação Nacional da Indústria (CNI) corrigir os dados sobre a capacidade instalada da indústria em janeiro. Em vez dos 71,8% divulgados, atingimos 78,1% de uso da capacidade.

Aposta no xilindró

Depois de preso, Lula vai propor acordo de delação premiada antes ou depois das eleições?

Poder sem pudor: Este imenso Brasil

Gervásio Raimundo era candidato a deputado estadual, em Alagoas, e foi a um comício em Estrela, antigo Bola. Saudou a assistência:

– Povo do Bola!…

– Eles não gostam de ser chamados assim – cochichou um aliado.

– Tá bom. Queridos amigos bolivianos!…

– Boliviano é quem nasce na Bolívia… – voltou a corrigir o amigo.

Gervásio se irritou, gritando ao microfone:

– Oxente, e não é tudo Brasil?

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