Planalto vê fragilidade na acusação contra Temer

Por Cláudio Humberto

Para o Planalto, os “inquéritos paralelos” ordenados pelo ministro Luís Barroso, do STF, sobre supostos vazamentos, revelariam a fragilidade da acusação contra o presidente Michel Temer, de haver assinado decreto beneficiando a empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos. O governo acha que como a tendência do inquérito principal seria isentar Temer, restariam outros dois, vinculando-o a supostos vazamentos.

Indícios desconhecidos

Para ministros do STF, Barroso deveria apresentar indícios devastadores contra Temer que justifiquem a quebra de sigilo. Devastadores mesmo.

Dodge não apoiou

Havendo indícios devastadores contra Temer, a procuradora-geral Raquel Dodge não teria chamado a quebra de sigilo de “desnecessária”.

Vazamento de irritação

O Planalto soube que Barroso ficou irritado com a reação de Temer ao desdenhar da quebra de sigilo, quando prometeu divulgar seus extratos.

‘Morte’ sem cadáver

O governo sustenta que não houve benefício à Rodrimar. “É um crime de assassinato sem corpo de vítima”, ironiza o ministro Carlos Marun.

Coronéis ganham 50% mais que general interventor

O desmantelo nas contas públicas do governo do Rio de Janeiro já foi sentida pelos membros da intervenção federal na segurança do Estado. Na Polícia Militar, principal alvo da medida, há coronéis recebendo até 50% mais que o soldo mensal do general de Exército Braga Netto, que está no topo da carreira. O salário no teto constitucional, algo impensável em patentes superiores nas Forças Armadas, é corriqueiro na PM do Rio.

Mais que o chefe

No final da carreira, o salário do general Braga Netto gira em torno de R$ 22 mil. Já o de coronéis na PMERJ atinge os R$ 33 mil mensais.

Haja coronel

Em 2016, no Rio, havia 230 coronéis na ativa e 1.045 aposentados. O salário médio de R$ 26,5 mil é superior aos vencimentos dos generais.

Saindo pelo ladrão

Durante o governo de Sérgio Cabral, condenado a mais de 100 anos de prisão, a PMERJ chegou a ter 36 coronéis sem função definida.

República da esperteza

Políticos e partidos cometem desatinos, a Justiça Eleitoral os condena a pagar multas, e adivinha para onde vai esse dinheiro? De volta para os partidos e os políticos. Só em janeiro faturaram R$ 1,2 milhão com isso.

Abertura reduz a pobreza

Relatório do Banco Mundial conclui que uma nova abertura da economia, como aquela promovida no governo Fernando Collor, retiraria da pobreza mais de 6 milhões de pessoas. O documento cita a liberalização da era Collor como exemplo de promoção de ganhos para os mais pobres.

#MaisReformaJá

Pense num absurdo e na Justiça do Trabalho haverá precedente: um empregador, coitado, foi obrigado a reintegrar uma funcionária que pediu demissão e depois “descobriu” que estava grávida. #maisreformaja.

Fim do privilégio

Só auxílio-moradia de juízes e promotores custa mais de R$ 1,6 bilhão ao contribuinte todos os anos, diz o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ele apresentou PEC que acaba com esse auxílio para todas autoridades.

Batendo em retirada

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), chegou a insinuar, quando sondagens internas lhe davam 5%, que disputaria o Planalto se tivesse no mínimo 10%. Na pesquisa CNT/MDA, ele aparece com 0,6%.

Que diária é essa?

Apenas um servidor do Inmetro já embolsou R$ 97,6 mil em diárias em 2018, fora o salário, para prestar “serviço” para o governo federal no exterior. No total, já foram gastos mais de R$ 18,6 milhões com diárias.

Faltou explicar

Visita íntima é uma liberalidade de quem administra os presídios. Eles deveriam ser chamados a explicar os motéis na cadeia de Benfica. O benefício não prevê o uso do espaço para prostituição.

Máscara de herdeiro

Ex-ministro Ciro Gomes (PDT) é o primeiro pré-candidato a presidente convidado da Câmara de Comércio Brasil-EUA para debate com empresários. Será dia 13, às 9h, na Amcham em São Paulo.

Pensando bem…

…Dilma à parte, é tão irrisória a participação feminina nos desacertos nacionais que o Brasil estaria bem melhor com mais mulheres na política.

Poder sem pudor: desculpas só públicas

O mineiro Magalhães Pinto, velha raposa política, não aceitava pedido de desculpas em particular de ataques feitos em público. E contou certa vez:

“O Lacerda me atacou pela TV, depois foi lá em casa desculpar-se. Chegou, sentou-se, tomou cafezinho e entrou no assunto:

– Magalhães, fui agressivo com você, ontem. Vim pedir-lhe desculpas.

– Nada disso, Carlos. Aqui em casa, só nós dois, não aceito. Você atacou pela TV, conserte na TV.”

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