Embargo flagra Noruega poluindo a Amazônia

O embargo do Ibama às operações na Amazônia da Norsk Hydro, na exploração de bauxita, expôs a hipocrisia norueguesa quando o assunto é meio ambiente. Dono de 43,8% da empresa, o governo da Noruega adora fazer pose de compromissos ambientalistas, mas no Pará ignorou até as recomendações do Ministério Público Federal e do governo para reduzir a produção de resíduos na mina, provocando vazamento de poluentes e desmatamento. Agora está embargada.

Olha a hipocrisia

Além de desmatar e poluir mundo afora, a Noruega mata baleias sem piedade. O governo fixou “cota” de matança de mil baleias por ano.

Farsa revelada

A farsa norueguesa virou matéria da agência alemã Deutsche-Welle sobre a poluição dos mares do Ártico, na exploração de gás e petróleo.

Palavras ao vento

A ampliação das atividades no Ártico aumentaria em 50% as emissões de gás carbônico na Noruega, violando inclusive o Acordo de Paris.

Enganadores

Até no bacalhau eles enganam: mandam para o Brasil a variedade mais ordinária, processada na China para explorar a mão de obra local.

Palpite avalizado?

A decisão da procuradora geral Raquel Dodge de não avalizar o pedido de quebra de sigilo de Michel Temer dá sentido ao palpite do ex-diretor da PF Fernando Segovia, apostando no arquivamento do inquérito.


É mais caro viajar para Araguaína (TO) que para Miami

A exploração sem limites dos clientes de companhias aéreas registra absurdos inexplicáveis. Não há lógica no assalto. Nesta terça (27), uma passagem de ida e volta da Latam entre Brasília e Araguaína (TO), por exemplo, custava R$ 3.834, enquanto a mesma empresa cobrava R$ 3.301 pelo voo para Miami. Cerca de 950 km separam as duas cidades brasileiras, enquanto a distância para Miami é seis vezes maior: 5.800 km.

Chamem o ladrão

Para voar Rio-Ilhéus a Gol cobrava na terça R$ 2.592, quase o mesmo (R$ 2.630) do trecho Rio-Paris, pela TAP, 9 vezes mais distante.

O poder do lobby

A Gol arrancou nota vexatória do Ministério da Justiça dizendo não ser “ilegal” explorar clientes cobrando para marcar assentos.

Liberdade para explorar

A alegação cínica da Anac que no Brasil há “liberdade tarifária” não deveria se aplicar a empresas com monopólio sobre rotas.

Mandou bem

O ministro Celso de Mello assumiu uma posição corajosa, no Supremo Tribunal Federal, ignorando o lobby de ONGs (quase todas estrangeiras) e desempatando em favor dos pequenos agricultores.

Perdeu, Brasil

Dados da prefeitura de Boston, citados pela organização da Jornada Empresarial para investidores, em Orlando, mostram que 1,4 milhão de residentes brasileiros contribuem com US$ 58 bilhões para o PIB dos EUA, geram 628 mil empregos e pagam US$ 7,5 bilhões em impostos.

Aumento criminoso

O aumento criminoso de até 51% no preço do frete tornou o Sedex, dos Correios, o serviço mais caro e mais ineficiente do mundo. Vai encarecer ou até inviabilizar a compra e a venda pela internet.

Carta na manga

Vice-presidente da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) avisou a Michel Temer que a reforma da Previdência não tinha chance de ser aprovada, e ainda perguntou: “Presidente, o sr. tem outra coisa para botar no lugar?” Tinha: a intervenção no Rio de Janeiro.

Câmara de férias

A Câmara está realmente de férias. Marcou para esta quinta (1º) a votação de acordos internacionais e só uma reunião da Comissão de Esporte, que nem sequer tem presidente. Não deve haver quórum.

Devida proporção

O superavit primário recorde, R$ 31 bilhões apenas no mês de janeiro, é revelador da recuperação da economia. É quatro vezes o registrado em todo o primeiro trimestre de 2010, quando o PIB cresceu 7,5%.

Troca-troca

Os críticos do Ministério da Segurança Pública preferiam que os ministros da Defesa e da Justiça simplesmente trocassem de cargo. Sairia bem mais barato e não esvaziaria o velho Ministério da Justiça.

Pensando bem…

…após a condenação do ex-deputado a 9 anos de cadeia por duplo homicídio, agora é oficial: tirar uma vida no Brasil só rende 4 anos e meio de cadeia. E olhe lá.

Poder sem pudor: Tarefa pra macho, tchê!

Certa vez perguntaram a Antônio Carlos, presidente de Minas Gerais, por que ele se juntou aos gaúchos, na Aliança Liberal, para derrubar Washington Luís e colocar Getúlio Vargas no poder. Ele explicou:

– Na vida, a gente tem que saber escolher as companhias na hora certa. Para brigar num bar, chamo os filhos do Mendes Pimentel. Para ir ao teatro, vou com Ataulfo de Paiva. Mas para tomar o poder, tomo com os gaúchos.