Delação explosiva prestes a sair do forno

Por Rodolfo Schneider

Os executivos da Fetranspor (Federação de Ônibus do Estado) já colocaram o cardápio na mesa para o Ministério Público Federal e estão em fase final de tratativas para assinar o acordo de delação premiada.

A lista de denunciados é extensa e não se resume ao Legislativo. São quatro executivos dispostos a falar, mas os principais são Jacob Barata Filho, maior empresário de ônibus do Estado, e Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor.

Lélis já disse que vai contar tudo o que sabe durante seus quase 20 anos de sistema de ônibus. Não quer guardar um segredo.

Depois de assinado o acordo, começam os depoimentos dos delatores. Mas se engana quem pensa que isso vai demorar.

O processo está em ritmo acelerado. Se for concluído, promete ser o mais explosivo até agora da Lava Jato no Rio de Janeiro e abalar os poderes do Estado.

Picciani e suas relações
Ainda encrencado com a Lava Jato, o empresário de ônibus Marcelo Traça tem tentado complementar a delação premiada que fechou com o Ministério Público Federal para se livrar de penas e também salvar a mulher e a mãe. Marcelo era sócio em fazendas do deputado estadual Jorge Picciani e colocou familiares nas sociedades das empresas.

Notinhas

Buraco milionário. O Comitê Organizador da Olimpíada deve ainda cerca de R$ 70 milhões. Com o acordo feito na Justiça com a empresa ucraniana Euromedia, foram liberados R$ 9,8 milhões que estavam bloqueados. Mesmo assim, a dívida ainda vai ser gigantesca. Os maiores credores que restaram são: GL Events (Riocentro), Masan (fornecedora de serviços para os jogos) e uma empresa de fornecimento de tendas para o Parque dos Atletas. Esse rombo terá que ser assumido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Em apuros. Depois de vender sua parte por migalhas e deixar a administração do aeroporto do Galeão, a Odebrecht não vê a hora de se livrar da SuperVia. A empreiteira vai de mal a pior financeiramente e negocia a saída da operação dos trens do Rio. Como a Invepar também pretende deixar o metrô da cidade, podemos ter mudança total nos trilhos do Rio.

DE MAL A PIOR. A gente percebe que a prefeitura está no fundo do poço quando a Comlurb vira alvo constante de cobiça por cargos. Já é a 4a vez que a presidência da empresa de lixo vai mudar desde o início do governo Crivella. O reflexo se vê nas ruas. A Comlurb sempre foi exemplo de empresa pública eficiente, mas o serviço vem piorando.

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