Deputados terão o ano mais curto da História

Por Cláudio Humberto

Líderes da Câmara decidiram nesta terça (27) que somente vão definir o comando das comissões permanentes após a janela de troca-troca partidária. Uma resolução vai redimensionar as vagas segundo a proporcionalidade de partidos e dos blocos. Mas só na segunda metade de abril. Presidências e as vices podem até ser definidas antes de abril, mas sem oficialização. Será o ano mais curto da história.

Toma lá, dá cá

Muitos deputados são aliciados com oferta de cargos em comissões permanentes, por isso os partidos precisam saber com quem contarão.

Enforcadaço

As sessões da Câmara serão esvaziadas pela campanha, que começa na prática em abril, mas propaganda na TV só a partir de 16 de agosto.

Copa é prioridade

A Copa da Rússia, que começa em 14 de junho, deve suspender os trabalhos da Câmara ou ao menos reduzir o ritmo significativamente.

Até essa parou

A Comissão de Constituição e Justiça é a mais ambicionada, e sua presidência é indicada pelo líder da maior bancada ou bloco.

STF dá voz a derrotados contra o Código Florestal

O Código Florestal Brasileiro, o mais rigoroso do mundo, foi aprovado por 410 x 63 votos na Câmara e 59 x 7 no Senado, após muitos debates e a aplicação paciente do relator, Aldo Rebelo (PCdoB), percorrendo o Brasil e realizando mais de 200 audiências públicas, ouvindo todo mundo. Mas o Supremo Tribunal Federal deu ouvidos aos radicais derrotados, que questionam 58 dos 84 artigos do Código Florestal.

Simples assim

Se o STF anular áreas consolidadas e obrigar os pequenos agricultores a restaurar áreas de preservação, eles ficam inviabilizados e acabam.

Efeito TV Justiça

Ameaçados de extinção, os 4,6 milhões de pequenos agricultores se inquietam com ministros “fazendo média”, em sessões na TV.

Na dúvida, informe-se

Para Ricardo Lewandowski, por exemplo, deve prevalecer um princípio que não está na Constituição, chamado por ele de “in dubio pro natura”.

Quem financia o tráfico

Ao menos na retórica, o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) começou bem, metendo o dedo na ferida: “O Rio de Janeiro que clama por policiamento de dia é o mesmo que financia o tráfico à noite”.

Chegou chegando

Jungmann também chegou chegando na Polícia Federal. Experiente, sabia que para impor respeito deveria mostrar autoridade. Demitiu o diretor-geral escolhido por Temer e nomeou o delegado Rogério Galloro.

Pelé, o nosso rei

Pelé ainda bate um bolão mundo afora. O chanceler Aloysio Nunes esteve ontem em Tel Aviv, separadamente, com o presidente de Israel, Reuven Rivlin, e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Ouviu de ambos a mesma confissão de grande admiração pelo rei do futebol.

Gregos estranhos

Na Grécia, o poderoso ministro da Economia e a mulher, vice-ministra do Trabalho, pediram demissão após denúncia de receberem “auxílio-moradia” de 1.000 euros (R$ 3.962,00) cada um. Esses gregos…

Falta explicar

Vereador acusado de assassinar outro, em Batalha (AL), tinha cargo de confiança no governo de Alagoas. Foi exonerado, mas ainda não explicaram o que fazia o suspeito de pistolagem na equipe de governo.

Blocão pré-eleição

O tucano Geraldo Alckmin exibiu as garras fazendo o PSDB aliar-se a PSD, PR, PRB, PTB, SD, PPS, PV, PROS, PSL e PRP para formar um “blocão” na Câmara composto de 201 deputados. O grupo vai controlar comissões poderosas, como a de Orçamento, e “enquadrar” Temer.

Notícia ao vivo

O pai de Neymar teve de telefonar à ESPN para contestar ao vivo fake news sobre a contusão do craque. Prova de prestígio da emissora.  Mas em vez de aproveitar a notícia quicando na ponta da linha, a turma reagiu mal, apegando-se à lorota que o pai do Neymar desconstruía.

Valmir está animado

Pesquisas e o contato com as pessoas nas ruas de Brasília têm animado Valmir Campelo, ministro aposentado do Tribunal de Contas da União (TCU), a disputar o governo do Distrito Federal, em 2018.

Pensando bem…

…a campanha nem começou, mas muita gente já não aguenta mais ouvir falar nisso.

Poder sem pudor: Garantia de procedencia

O ex-ministro Ronaldo Costa Couto relata no notável “Brasília Kubitscheck de Oliveira” (Record, RJ, 399 págs.) histórias saborosas. Nos anos escuros do regime militar, Frei Mateus Rocha, antigo vice-reitor da Universidade de Brasília, procurou a escritora Vera Brant com uma carta de Darcy Ribeiro. Estava encantado com “a maravilha” postada do exílio chileno, “carta linda, erudita, inteligentíssima!” Vera era uma das poucas pessoas que decifravam a letra horrorosa de Darcy. Frei Mateus suplicou:

– A senhora poderia lê-la em voz alta?

– Claro que posso. Mas pra quê?

– Já tentei várias vezes e não entendi nada…

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