Professor do DF ganha o triplo da média nacional

Por Cláudio Humberto

Educação consome a maior fatia do orçamento do governo do Distrito Federal, e os vencimentos ficam com a parte do leão: hoje, professores da rede pública recebem salário médio de R$9 mil mensais. Esse valor é o maior do País e representa o triplo da média nacional de R$3.335, atestada pelo Instituto Nacional de Estudos Educacionais (Inep), em 2017. No governo do DF, Educação responde por um terço da folha.

Incomparável

A Secretaria de Educação do Rio Janeiro custa R$3,9 bilhões enquanto no DF só a folha salarial da Educação totaliza R$6,9 bilhões.

Desigualdade

Os salários da Educação no DF custam mais que todo o orçamento do Amapá (R$ 5,8 bilhões) e o dobro de Roraima (R$ 3,6 bilhões).

Que prioridade?

Apesar desses custos espetaculares, o DF não tem sido citado exatamente como uma unidade da Federação que prioriza Educação.

Disco arranhado

Salário de professor deve ser cada vez melhor, mas ao menos Brasília deixou para trás o “coitadismo” que alimenta a pelegada dos sindicatos.

 Interventor não mexe
na escala de folga da PM

O interventor no Rio de Janeiro, general Braga Netto, não deve mexer num vespeiro que, na opinião de especialistas, resolveria o problema: a escala de folgas da Polícia Militar, que afasta das ruas dois terços da tropa. Os policiais ficam à disposição da PM por 24 horas e folgam 72 horas desde o governo Leonel Brizola. Os especialistas acham melhor dispensar dois terços da tropa e triplicar os vencimentos de quem ficar.

Esperteza eleitoral

Brizola criou a escala de folga de 24 por 72 horas para abrir mais vagas (para mais eleitores) pagando menos. Hoje são 46 mil PMs no Estado.

PM blindada

Polícia Militar bem treinada e bem paga ficaria imune aos acenos dos corruptores do crime organizado, afirmam os especialistas.

Difícil aplicação

O general Augusto Heleno defende essa solução, mas a considera de difícil aplicação, até porque poderia gerar graves problemas sociais.

Sarney dá adeus

Em carta nesta quarta (21) nas redes sociais do Amapá, o ex-presidente José Sarney comunica que não será candidato ao Senado. Aos 86 anos, segundo pesquisas do MDB local, ele era o favorito.

Deu a louca no Planalto

Em vez de celebrar a saída da ex-ministra Luislinda Valois, Michel Temer a premiou, fazendo dela representante do Brasil em reunião na Suíça. Ela desistiu e ele ficou livre da acusação de improbidade.

Expert em absurdos

Luislinda Valois, a ex-ministra que comparou os vencimentos de R$30 mil a “trabalho escravo”, por não receber os R$65 mil que imaginava ter o direito, desistiu da vergonhosa viagem “0800” para a Suíça.

Campanha transforma

A campanha eleitoral já começou: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, chegou em Brasília num voo da Avianca, terça (20) à noite. Apesar disso, não pôs à venda os três jatinhos do seu governo.

Que triste figura

O megalonanico Celso Amorim, ex-ministro petista, acusa Exército de “partidarização”, pelo apoio à intervenção do Rio de Janeiro. Mas não faz restrições à partidarização do Exército pela ditadura venezuelana.

A outra notícia

O Ministério do Trabalho deu grande destaque à fiscalização que recuperou R$4,2 bilhões do FGTS. A surpresa, que prova a melhoria da economia, é que as empresas tinham dinheiro para quitar débitos.

Tempos diferentes

O ex-ministro Rubens Ricupero, fundador da filosofia “o que é ruim a gente esconde”, acha que a pulverização de candidaturas faz lembrar as eleições de 1989. “Estamos saindo de uma recessão de três anos”.

Vozes do atraso

Sindicalistas gastam uma fortuna, nas rádios de Brasília, vociferando contra a privatização da Eletrobrás, que “garante energia de Norte a Sul”. E também os privilégios que eles temem perder, faltou dizer.

Pensando bem…

…Luislinda desistiu de viajar à Suíça com tudo pago porque, sem ser paga para isso, certamente se sentiria submetida a “trabalho escravo”.

Poder sem pudor: o desprevenido

Ainda em 1960, nos tempos áureos do Palácio Tiradentes, o deputado José Maria de Alkmin estava num corredor conversando com o jornalista Murilo Melo Filho quando de ambos se acercou um mineiro:

– Dr. Alkmin, minha mulher está grávida há nove meses. O nosso filho vai nascer a qualquer momento. E eu estou desprevenido, não tenho um cruzeiro para o enxoval.

E Alkmin, rápido:

– Meu filho, se você, que teve nove meses para preparar-se, será pego desprevenido, imagine eu, que somente agora estou sendo apanhado e inteiramente de surpresa…

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