Pertence já nem se lembra das desfeitas de Lula

Por Cláudio Humberto

O ex-presidente Lula teve sorte quando pediu a Sepúlveda Pertence, ex-presidente do Supremo, para atuar na sua defesa. Correu o risco de ouvir “não”, após tantas desfeitas. Certo de que perderia em 1998 para FHC, Lula apontou Pertence como “nome mais forte da esquerda” na eleição presidencial. Disse que viajaria ao Recife no dia seguinte para falar com Miguel Arraes e “bater o martelo”. Não viajou, não marcou nova reunião, não telefonou, não mandou recado, nada. Nunca.

Quem, eu?

Sepúlveda Pertence não fazia ideia de que era cogitado para disputar a presidência naquele ano, até a reunião com Lula em Brasília.

Teve testemunha

A reunião em que Lula chamou Pertence para ser candidato foi testemunhada por Sigmaringa Seixas, amigo comum e ex-deputado.

Pendurado na brocha

Nos anos seguintes, o jurista voltou a ser cogitado por Lula, mas para vice. Mas, de novo, ele deixou o hoje advogado pendurado na brocha.

Missão impossível

Agora, a missão de Pertence é tentar encontrar uma maneira de livrar Lula de 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

TST muda de presidente e vice, e isso é positivo

O ministro Ives Gandra Martins Filho encerrará no dia 26 sua histórica presidência no Tribunal Superior do Trabalho (TST), quando assumirá o cargo o ministro João Batista Brito Pereira, com Renato de Lacerda Paiva na vice-presidência. A notícia tranquilizadora para o País é que ambos são técnicos e nenhum dos dois esteve entre os adoradores do ativismo judicial, no TST, contrários à reforma trabalhista de 2017.

Ministros técnicos

O ministro João Batista Brito Pereira foi membro do Ministério Público do Trabalho e o ministro Renato de Lacerda Paiva é juiz de carreira.

Ives mandou bem

O ministro Ives Gandra Martins Filho fará falta. Sua atitude ponderada, positiva e altamente qualificada colocou o TST em outro patamar.

Tribunal digitalizado

A presidência do ministro Ives foi marcada por decisões importantes. Ele fez do TST o único tribunal superior sem processos de papel.

Palavras de político

Marcada para ser discutida a partir do dia19 pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia e os representantes do governo federal, a reforma da Previdência nem sequer está na pauta da Casa.

Com o seu dinheiro

Depois de levarem R$1,7 bilhão, tomados de assalto do contribuinte para bancar campanhas, partidos políticos pularam de alegria com a decisão do TSE de liberar mais R$888 milhões para as eleições.

Faltam líderes

Os líderes partidários da Câmara ainda não estão definidos para 2018, exceto de partidos como MDB, PT e PSDB. Outros, como PSB, PP, PCdoB, PV, e SD, sequer discutiram nomes internamente.

Defesa da liberdade

Como advogado, Carlos Ayres Britto defende o Facebook junto ao Supremo Tribunal Federal que presidiu. A empresa quer ser protegida de intimações para informar o que não tem (conteúdo de mensagens), o que provocou bloqueios do Whatsapp e até prisão de um executivo.

Punição do mensageiro

Alguns juízes não entendem que é tão absurdo tirar o Whatsapp do ar, por não informar o conteúdo de mensagens, quanto punir os Correios por não informar a polícia sobre o conteúdo de uma carta, por exemplo.

Vanguarda do atraso

O PT anda tão mal das pernas que decidiu revisitar as “raízes” sindicalistas: sua pré-candidata ao governo do DF é Rosilene Corrêa, diretora do Sindicato dos Professores.

Carnaval normal

O Carnaval deste ano eleitoral foi o menos contaminado pela política. Em outros anos, papagaios de pirata invadiam câmeras de TV ao vivo aos gritos “fora Dilma” ou “Lula na cadeia”. Até “fora Temer” foi raro.

Virou puxadinho

Nanicos de esquerda e sindicalistas “aparelharam” o “Pacotão”, bloco criado nos anos 1970 por jornalistas de Brasília para ridicularizar a ditadura e os ladrões da política. Virou um puxadinho da CUT e do PT.

Pensando bem…

…o Congresso brasileiro segue o calendário chinês: ano novo só semana que vem.

Poder sem Pudor: Sempre perto do Poder

Político que se preza não perde procissão. Na Paraíba, o deputado Antônio Montenegro, obediente à regra, esteve certa vez na procissão de Santo Antônio, em Piancó. Aproximou-se para ajudar a carregar o andor, mas os quatro lugares já estavam ocupados, um deles pelo senador Rui Carneiro, do MDB. Montenegro puxou o padre num canto e apelou:

– Reverendo, eu queria pelo menos que o senhor deixasse eu ir perto da banda de música. Longe do poder é que não posso ficar…

 

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