Crivella ‘viajou’ na maionese

A mais nova viagem de Crivella não chamou a atenção dos cariocas pelo fato em si, afinal já é o sexto tour internacional desde que assumiu o município. Nos acostumamos com o perfil viajante do alcaide. Porém, a reclamação da maioria se dá pelo momento escolhido: o Carnaval é a maior festa popular do país. O Rio faz hoje o maior Carnaval de rua do Brasil. É o momento em que a cidade mais recebe turistas no ano. Mesmo que não queira curtir a festa e seja contra suas convicções religiosas, Crivella deveria ficar por vários motivos:

1) É papel do anfitrião receber bem os convidados. Quem promove a festa costuma se fazer presente para acolher as pessoas. Já imaginou o prefeito de Munique fora da cidade em meio à Oktoberfest, maior festa de cerveja do mundo?

2) O próprio prefeito tem tentado emplacar um calendário de eventos turísticos para a cidade. Ora, não deveria ser o primeiro a prestigiar o maior deles? Qual moral terá o prefeito ao chamar turistas ano que vem para o Carnaval do Rio se nem mesmo ele fica na cidade?

3) Como autoridade máxima do município, é papel do prefeito fiscalizar a estrutura do poder público que está toda na rua com garis, agentes de trânsito, guardas municipais e etc. Para completar, ainda levou o chefe do Centro de Operações, estrutura mais importante para o funcionamento da cidade.

4) Se a viagem é tão fundamental para conhecer projetos de segurança, qual diferença faria de transferir para depois do Carnaval?

Atitudes como essa afastam cada vez mais Crivella dos cariocas. Outro dia, um taxista resumiu assim o prefeito: “Crivella parece um corpo estranho ao Rio: não gosta de praia, samba e futebol”.

Dupla imbatível
Como se não bastasse a ausência de Crivella, Pezão foi descansar em Piraí e diante dos casos de violência no Rio soltou a frase: “Não estávamos preparados. Houve erro nosso”. Como? Ouvi direito? Não se planejaram da forma correta para um evento dessa magnitude? A partir do momento em que o governador afirma isso, ele deveria demitir algum responsável na área da segurança. Ou assume a culpa.