A conexão entre universidade e empresas

Por Vânia Goulart

*Autor convidado do dia: Jefferson Cabral, professor, doutorando em História Social das Relações Políticas

Numa perspectiva de que tudo muda o tempo todo, devemos considerar que os desafios também aumentam de forma diretamente proporcional à velocidade dessas mudanças. É dentro de um ecossistema formado por empresas, pessoas e mercados que se insere a universidade e seu papel de ser um agente indutor de transformações e de respostas aos desafios que são impostos às empresas e à sociedade.

A principal pergunta que nos fica é: como construir a ponte entre universidade e empresa?

Podemos afirmar que nenhum desses atores presentes no processo dará conta do desafio sozinho, por isso é chegada a hora: a construção de parcerias, alianças e cooperação tornou-se elemento determinante no surgimento de uma grande simbiose, formada por universidade e mercado. Enxergamos as parcerias como condição essencial de sobrevivência e desenvolvimento dos mercados.

Diante da constatação não resta às universidades outra opção que não a de ocuparem o enorme espaço de parceiras das empresas na busca do desenvolvimento de inovação e novas práticas de gestão.

O grande desafio dos negócios é sair da ideia para a implementação e, a partir daí, sustentar-se e crescer a partir da inovação. Isso nos traz uma outra percepção que se transformou em um senso comum. As universidades não conseguem transformar a sua pesquisa e investigações em prática, pois focam somente em pesquisa científica e não em pesquisa aplicada.

Devemos desconstruir essa visão, pois, se usarmos os exemplos de outros grandes centros (Europa, EUA e Ásia), iremos perceber que a grande busca dos setores produtivos em competitividade e inovação passa obrigatoriamente pela universidade. O objetivo é buscar criar uma ambiência que permita cada vez mais a ponte entre universidade e empresas, para que as duas possam desfrutar dos benefícios criados pela convergência de interesses. Uma buscando desenvolver pesquisa que sejam aplicadas aos desafios, problemas e necessidades das empresas, e a outra identificando um parceiro que pode atender à sua necessidade de atuar simultaneamente no dia a dia de seu negócio, mas introduzindo novas práticas que a leve à inovação e à maior competitividade. Vamos, então, adiante.

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