Epson entra na moda com impressoras digitais para tecidos

Por Alexandra Farah

Nova York – Há menos de 10 anos, a Epson, descobriu que no Brasil algumas impressoras de papel estavam sendo hackeadas para estampar tecidos. Em vez de se ater ao problema, os executivos decidiram fazer do limão uma limonada. Assim a Epson, líder mundial de impressoras (15 milhões de unidades vendidas ao ano) enxergou na moda um grande negócio e passou a produzir máquinas, tintas e tecnologia para saciar a criatividade fashion.

O mercado da jovem estamparia digital cresce 25% ao ano e a empresa, que nasceu no Japão há 75 anos, incentiva o novo processo com ações como Digital Couture Project, apresentação de looks de marcas parceiras que acontece na abertura da semana de moda de Nova York.

A quarta edição rolou esta semana com looks de grifes de 14 países.  "A indústria têxtil demanda agilidade e a impressão digital possibilita rapidez, controle sobre o processo e altíssima qualidade", diz Keith Kratzberg, CEO da Epson para as Américas. O digital é também mais sustentável: gasta menos energia elétrica e economiza 75% de água em relação a estamparia analógica.

O Brasil, com maior parque têxtil do continente, tem mais de 5 mil impressoras em funcionamento, sendo duas delas a gigante Monalisa, que imprime tecidos naturais de altíssima qualidade. As impressoras menores usam a técnica da sublimação e são usadas para estampar tecidos sintéticos. Nesta edição, a grife brasileira escolhida foi a catarinense Lua Luá, especializada em sleepwear e com 900 pontos de venda. Não há crise para quem se moderniza. 

Os looks da peruana Ana María Guiulfo Os looks da peruana Ana María Guiulfo / Divulgação
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