DPVAT: desafio é romper monopólio de seguradora

Sob investigação da Polícia Federal, do Ministério Publico e do Tribunal de Contas da União (TCU), o esquema do seguro obrigatório DPVAT é pago obrigatoriamente a uma “Seguradora Líder”, que se encarrega de dividir com 86 empresas os mais de R$ 9 bilhões que deve arrecadar, por exemplo, em 2018. Além de apurar eventuais crimes, esses órgãos federais têm o desafio de acabar de vez com o monopólio da “Líder”.

Por que caiu?

Após investigações da PF e do Ministério Público Federal, o DPVAT caiu de preço: de R$ 105 desde 2015 foi caindo até os R$ 48 em 2018.

Cobrança abusiva

A redução do DPVAT apenas chamou atenção para a cobrança abusiva das seguradoras até 2015, quando começou a ser reduzida.

Não vão devolver?

Desde que foi criado em 1974 por empresários espertos do ramo de seguros, o DPVAT faturou mais de
R$ 220 bilhões (não atualizados).

Denúncia oficial

O deputado Vitor Valim (MDB-CE) foi o primeiro a apontar irregularidades na Seguradora Líder, a “dona” do DPVAT, ao Tribunal de Contas.

Reforma: Alckmin desce do muro e fecha questão

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, abandonou a posição medrosa em relação à reforma da Previdência, apesar de defendida no programa do partido que preside, e desceu do muro para se engajar na sua aprovação. Reuniu a executiva do PSDB e arrancou a decisão de fechar questão em torno do tema. Nesta terça (6), esta coluna revelou que o Planalto andava inconformado com a omissão de Alckmin.

Abandonando o muro

Com a adesão de Alckmin à reforma, o governo já conta com 35 a 38 votos, “talvez mais”, dos 45 votos do PSDB na Câmara dos Deputados.

Estranha omissão

O Planalto não entendia o desleixo de Alckmin: ele domina o assunto e sabe, como governador, que é urgente a reforma da Previdência.

Medo de assombração

Alckmin só havia se manifestado sobre o tema há dois meses, quando o presidente Michel Temer ameaçou excluir os Estados da reforma.

Pátria afanada

O flagrante em um posto Petrobras vendendo gasolina brasileira no Paraguai a R$ 2,45 (aditivada, R$ 2,62)  indignou o brasileiro que gravou o vídeo, durante viagem de compras: “É roubo!”. Está coberto de razão.

Governo conta votos

Para o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), o governo ainda não tem os 314 votos que o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse ter, na Câmara. “Mas temos perspectiva de conquistá-los”, disse.

Toma lá, dá cá

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) sugere uma troca justa: quem defende a ditadura de Nicolás Maduro se mudaria para a Venezuela e, “em troca, receberíamos aqui as vítimas daquela ditadura”.

Mandou bem

Fez bem o governador Rodrigo Rollemberg demitindo o diretor do DER-DF, Henrique Luduvice, por não cuidar da manutenção do viaduto da Galeria dos Estados. Deveria tê-lo demitido terça, no local do acidente.

Carrapato no fim

Surge outro candidato ao lugar Antônio Oliveira Santos, presidente há 35 anos da Confederação Nacional do Comércio: José Roberto Tadros, do Amazonas, jura que já tem apoio de 18 de 27 federações estaduais.

Por nossa conta, não mais

Decreto proibiu aos servidores federais comprar passagens na 1ª classe e na classe executiva em viagens a serviço, no exterior ou no Brasil. O conforto estava garantido a ministros e a membros do MPF.

Prefeito nota 100

O secretário de Infraestrutura Cultural do Ministério da Cultura, Alfredo Bertini, ficou impressionado com a popularidade de ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador, durante a inauguração da Casa do Carnaval.

Não há quem aguente

A CNI divulgou estudo, em parceria com a Ernest Young, sobre o peso dos impostos para empresas: a média mundial é 22,9% contra 34% no Brasil. Apenas 30 países têm carga tributária superior a 30%.

Pensando bem…

…com os juros em 6,75%, Temer já pode usar o bordão “nunca antes na história deste país”.

Poder sem pudor: sem lugar para ladrões

José Calixto, primo de Leonel Brizola, fundou no noroeste do Rio Grande do Sul, em 1961, o Movimento dos Sem-Terra. Ao saber que os militares não queriam a posse de João Goulart, com a renúncia de Jânio Quadros, ele reuniu cinco mil homens e marchou para Porto Alegre. No meio do caminho, com dificuldades para alimentá-los, disse em voz alta:

– Vou dar uma chance de vocês roubarem um pouco. Quem quiser roubar, dê um passo à frente.

Apresentou-se uma centena de manifestantes dispostos a “roubar”.

– Eu só queria saber quem eram os ladrões. Quem deu um passo à frente, fora da tropa! Ladrão não luta pela pátria!

E seguiu viagem.