Avaliação Psicológica

Por Vânia Goulart

Autora convidada do dia: Sharla P. Bitencourt, psicóloga, consultora técnica em atração e retenção de profissionais e avaliação psicológica.

Você já fez avaliação psicológica? A resposta provavelmente é sim. Mas o nome que usou foi “psicotécnico”, termo em desuso. Esse processo é científico e abrangente para garantir a sua legitimidade. São vários doutores, profissionais de Psicologia, envolvidos, além de um sistema com resoluções e padronizações, regidas pelo Conselho Federal de Psicologia que garante a isonomia do processo.

Você sabia que só o profissional formado em Psicologia pode usar em sua prática os testes psicológicos? Desde 2003 no Brasil, vários estudos têm aumentado as garantias e a fidedignidade nos resultados de uma avaliação psicológica, todo esse processo é controlado com a criação do Satepsi – Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos. Todo teste psicológico deve ter a chancela de favorável pelo Conselho Federal de Psicologia para ser utilizado em processos de seleção ou desenvolvimento de pessoas. E o que essa favorabilidade significa: indica que o teste psicológico possui, pelo menos, um conjunto mínimo de estudos que atesta sua qualidade, fidedignidade e coerência.

A criação desse sistema completa 15 anos, e algumas resoluções estão sendo reformuladas. O processo de revisão das mesmas é aprovado em reuniões — Apaf (Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças)  — que ocorrem duas vezes ao ano com a presença dos 23 regionais de Conselhos de Psicologia no Brasil.  O processo de avaliação psicológica, quando segue todos os critérios e as normativas, pode alcançar um resultado assertivo e suportar as decisões de pessoas no mundo do trabalho, como por exemplo, em processos de seleção, recrutamento, desenvolvimento e autoconhecimento de habilidades e competências.

Mas não basta ter a formação em Psicologia para estar apto a trabalhar com a aplicação desses testes psicológicos. É importante ter as seguintes competências: conhecer a legislação referente à avaliação psicológica brasileira; ter domínio dos procedimentos para aplicação, levantamento e interpretação dos instrumentos e técnicas utilizados, bem como ter condição de planejar a avaliação com maestria, adequando-a ao objetivo, o público-alvo e ao contexto, para assim produzir um laudo que suporte toda a sua decisão. 

Utilize as avaliações psicológicas para você ou sua empresa, mas lembre-se das regras e dos critérios. Será mais bem-sucedido e ficará mais satisfeito com o resultado apresentado.

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